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Ilha das Flores
- by Ana
Alguns posts atrás eu comentei sobre esse curta brasileiro e fiquei de falar mais sobre ele. Chegou o momento.
Alguns podem se perguntar, porque um post inteiro para falar de um filme de 10 minutos. Mas existe algo nesse curta que o torna especial.
Escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, ele descreve as relações desiguais geradas pela economia, com uma linguagem ácida. O protagonista é inusitado, um tomate, e o enredo trata de sua circulação, desde a produção até o consumo.
Apesar de ter sido produzido a quase duas décadas, ele continua mais atual do que nunca. Gosto muito da linguagem utilizada, quase científica de tão precisa e explicativa e ao mesmo tempo incisiva. As imagens que passam na tela em ritmo frenético deixam uma impressão muito forte e o destino final do tomate é tocante.
Com certeza quem se dispuser a ver o curta, vai descobrir uma pérola do cinema brasileiro, reconhecida em todo mundo e qua vai fazer muita gente pensar.
Ganhador de inúmeros prêmios, foi eleito em 1995 pela crítica européia um dos 100 curtas mais importantes do século.
Prêmios que ganhou:
Você pode ter mais informações e assistir ao curta através desse link.
Curta um curta.
- by Ana
Apesar da tirada sem graça do título, gostaria de apresentar aqui um site muito legal que descobri existir ontem.
O Porta Curtas é uma iniciativa da Petrobrás que reúne em um tipo de portal vários curtas brasileiros para visualização.
Tem alguns ilustres desconhecidos lançando seu trabalho e alguns já famosos, como o maravilhoso e premiadíssimo Ilha das Flores, dirigido pelo cineasta Jorge Furtado. Lançado em 1989, mas ainda atual. Devo falar sobre ele em um post futuro…
Esse e muito mais!
Além disso, no site você ainda encontra notícias e editais para projetos de apoio a produção de curtas no Brasil e no mundo, dicas e pode montar sua própria biblioteca particular com seus curtas favoritos.
Recomendo o ótimo Novela Vaga, recém lançado. Bem, essa é a dica pra quem se interessar e gosta desse tipo de mídia.
Dancem macacos dancem
- by Ana
Falar mal de si mesmo é um bom sinal. Pelo menos na maioria das vezes. Mas também tem seu lado ruim. Falar mal de si mesmo pode ser o primeiro sinal da decadência moral e, porque não, biológica.
Eu adoro textos e vídeos de críticas. Especialmente à espécie humana. Como bióloga e vinculada a um órgao responsável pela preservação da biodiversidade brasileira, vejo barbaridades serem cometidas todos os dias em nome do progresso.
Talvez o maior sinal de que somos diferentes dos outros animais é que nenhum deles caga na própria água ou destrói as fontes de alimento como nós. Isso é uma exclusividade nossa. A maioria deles vive em harmonia com o ambiente a sua volta, sobrevive, deixa descendentes, esse tipo de coisa. Os que não fazem isso e tentar burlar as regras, têm todos o mesmo destino: extinção.
Sem querer ser alarmista ou coisa do tipo, estamos cada vez mais perto desse caminho. E você espertinho, que vai falar que estamos ai a um tempão e até agora não aconteceu nada, lembre-se que a vida na Terra tem 4,5 bilhões de anos e só a cerca de 15 mil anos resolvemos mudar as regras do jogo e tomar conta do pedaço. Ou seja, somos um piscar de olhos na história natural do planeta e NAO estamos ai a um tempão.
Então o que pensar quando vejo cada vez mais gente falando mal da espécie humana?
Acho bom, pode ajudar a cairmos na realidade e tentar alternativas.
Mas também acho ruim. Essas mesmas pessoas que criticam a espécie são membros dela. Agem como todos os outros. Se preocupam com coisas idiotas e esquecem de viver. E quanto mais gente falar mal, maior o sinal de que a espécie como um todo chegou a um nível de decrepitude que não tem mais volta. Cansou. Deu pro gasto. Vamos derrubar e fazer outro.
Mas, não é por esse motivo que vou deixar de assistir e rir com vídeos como esse.
