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Uma vida sem google

 - by Ana

Hoje a tarde aqui no meu trabalho, por algum motivo por mim desconhecido e sem aviso prévio, o Google saiu do ar. Nada funciona, nem o google, nem o gmail, nem nada.

é o fim dos tempos.

Somente quando essas coisas que usamos tão frequentemente saem do ar, percebemos como elas atingiram um status importante na nossa vida. Eu tenho muita coisa guardada no gmail, além de ser minha principal forma de comunicação com tudo e todos.

Sem o google, nem sei por onde começar para procurar algum artigo ou figura que precise.

Sem o reader, nem lembro o endereço dos blogs que leio todo dia.

Incrível como essas ferramentas dominaram nossas vidas. E sem elas, um pequeno caos se instala e até o cérebro dá tilt.

Espero que seja um problema temporário e que até o final da tarde tudo se resolva. Espero também que seja somente alguma caca que o pessoal de informática de Brasília tenha feito e que notem a cagada. Eles tem essa mania de querer impedir que usemos um monte de coisas. Vai ver que na tentativa de bloquear o gmail eles bloquearam tudo. Bem espertos, isso que dá mexer em algo quando não se tem capacidade para tanto. Mas se for falha no google, ai eu começo a me desesperar…

Ai meu deus!

 - by Ana

Hoje, vendo as notícias ambientais no site do IBAMA, me deparo com essa nota:

Marina Silva dá palestra em evento criacionista

A ministra do Meio Ambiente, MARINA SILVA, participou no fim de semana de um evento em Engenheiro Coelho (SP) para difundir o criacionismo, doutrina segundo a qual pessoas e animais teriam sido criados por Deus e não moldados pela evolução. Sem tocar muito na polêmica do viés anti-Darwin dos criacionistas, Marina falou da ligação entre ambientalismo e valores cristãos.”

 

A evolução e as evidências fortes de sua existência são a pedra no sapato dos cristãos. Vai contra a bíblia, que diz que Deus criou tudo de sua cabeça e o homem a sua imagem e semelhança. Mas apesar de todas as tentativas e ataques da igreja, a ciência continua provando que a evolução existe, e acontece todos os dias.

Nos Estados Unidos tem um movimento forte da igreja chamado Design Inteligente, que quando você resolve prestar atenção e ver o que é, descobre que não passa de criacionismo disfarçado de teoria.

Como todas as tentativas criacionistas, ela acaba por ser uma discussao onde os criacionistas atacam a evolução ao invés de defender sua teoria. Evidente, pois o criacionismo é baseado em fé, sendo portanto carente de provas e evidências. Então, se você não consegue provar sua idéia, o que faz? Ataca a idéia oposta a sua.

Recentemente aumentaram os pedidos ao governo americano em incluir essa “teoria” no currículo escolar de muitos estados, que foram negados, provando que ainda existe bom-senso entre o governo americano.

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Monstro de espaguete, o criador. Resposta dos cientistas ao Designer.

Agora, vejo a ministra do meio-ambiente, representante do governo nas questões ambientais, chefe das pessoas responsáveis em cuidar da biodiversidade do país (minha chefe, argh), discursar num evento desses. É de doer a alma.

Acho que nada melhor que uma piada para exemplificar como a teoria criacionista e suas variantes são nada mais que fé. E não adianta tentar tratar fé como ciência. É problema na certa.

Único debate válido sobre Design inteligente

Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte…

(Cientista puxa um bastão de basebol)

Moderador: Ei, o que você está fazendo?

(Cientista quebra a rótula do proponente do Design Inteligente)

Proponente do ID: IIIAAAAAARRRRRRGGGGHHHHH!!! VOCÊ QUEBROU MINHA RÓTULA!

Cientista: Pode parecer que eu quebrei a sua rótula. De fato, toda evidência mostra que a hipótese é correta. Por exemplo, sua rótula está quebrada; parece um ferimento recente; e eu estou segurando um bastão de basebol espirrado com seu sangue. Entretanto, o simples predomínio da evidência não explica nada. Possivelmente, sua rótula foi projetada desse jeito. Certamente, há algumas características na situação atual que são inexplicáveis, de acordo com a assim chamada explicação “naturalista” que você antecipa, como os contornos exatos de dor insuportável que você está sentindo neste momento.

Proponente do ID: AAARRRGHHH! A DOR!!

Cientista: Francamente, eu acho completamente implausível que os atos aleatórios de um cientista como eu poderiam causar essa dor em especial. Não tenho uma explicação precisa de por que eu acho a hipótese implausível — ela simplesmente é. Sua rótula deve ter sido projetada dessa maneira!

Proponente do ID: SEU DESGRAÇADO! VOCÊ SABE QUE FEZ ISSO!

Cientista: Certamente que não sei. Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Honestamente, acho que deveríamos expor as pessoas a todos os pontos de vista. Além disso, você deveria checar se sua hipótese é científica de fato: a quebra de sua rótula é um acontecimento passado, então não há como voltarmos no tempo e ver o que aconteceu de novo, como um experimento de laboratório. Mesmo se pudéssemos, isso não provaria que eu quebrei sua rótula antes. E não vamos nem tocar no fato que o universo inteiro pode ter surgido do nada no instante em que eu disse esta frase, com toda a evidência do suposto ataque já pré-fabricada.

Proponente do ID: Isso é um monte de bobagem! Me chamem um médico e um advogado, não necessariamente nesta ordem, e vamos ver como isso fica na justiça!

Cientista (para a audiência): E assim vemos, senhoras e senhores, que quando a coisa pesa pro lado deles, proponentes do Design Inteligente não acreditam realmente em nenhum dos argumentos em que eles dizem acreditar. Quando lhes favorece, eles preferem a evidência, o método científico, hipóteses testáveis e explicações naturais. De fato, eles incisivamente preferem explicações naturais sobre bobagens supernaturais ou metafísicas. É apenas sob o campo de distorção de realidade de sua cruzada ideológica que eles dão crédito aos tolos e ridículos argumentos que vemos tão comumente sendo usados. Preciso confessar, até que fez bem, uma vez, ser quem está falando as bobagens sem sentido; é tão terrivelmente fácil e relaxante, comparado ao trabalho em rigorosos argumentos suportados por evidências empíricas.
Mas tenho medo que, se eu continuar, vai se tornar um hábito ruim para minha alma. Portanto, eu lhes dou adeus.

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Hehe…

Mortos vivos, vivos mortos, whatever.

 - by Ana

A coisa boa de fazerem adaptações de livros para o cinema é que você tem a oportunidade de finalmente comprar aquele clássico tão esperado e que tinha esgotado desde 1960. Com a onda de merchandising envolvendo o lançamento da película, muitos produtos são colocados no mercado, entre eles, a versão original da obra em que ele foi baseado.

Foi assim com Senhor dos Anéis. Quando eu tinha me conformado que nunca mais iria encontrar a trilogia, eles anunciam que vão fazer o filme e, agradável surpresa, lançam não somente os três volumes do épico (em diferentes edições para todos os gostos) como começaram a lançar quase tudo que o Tolkien já havia escrito. Uma festa só.

Qual não foi minha agradável surpresa quando, ao ir na livraria esse domingo, me deparo com a versão traduzida de Eu sou A Lenda do Richard Matheson. Esse cara, um ícone do gênero de Terror no século XX, tem uma extensa obra, sendo esse talvez seu conto mais famoso. Foi depois de lê-lo que o George Romero teve a idéia para o roteiro de Noite dos mortos vivos. Ele já teve duas adaptações para a telona, mas somente agora, que estão para lançar uma versão moderna com o Will Smith no papel principal, ele ficou acessível a mim.

O filme será lançado dia 18 próximo, mas eu já li o conto e algo me diz que não vão seguir exatamente a idéia do autor. Pra começar, Robert Neville é um quarentão loiro e alto, sem nenhum cão. Um pouco diferente do Will Smith. Mas não vamos conjecturar tanto antes do filme ser lançado…

O livro é uma obra-prima. O autor mantém o clima angustiante e claustrofóbico constantemente, deixando o leitor sem fôlego e inquieto. Ainda bem que é uma história curta, porque é impossível parar de lê-la depois que se começa. Ela é como um vírus que se infiltra em seu cérebro, fazendo você desejar saber o desenrolar das caçadas e da luta pela sobrevivência do nosso herói. Muitos poderiam considerar o desfecho previsível, mas se considerarmos que ele foi escrito em 1954 e foi pioneiro no gênero, para mim ele foi deliciosamente surpreendente e assustador.

Caso você ainda não saiba, é um conto sobre vampiros. O melhor de toda a história é o processo de pesquisa do personagem principal e suas descobertas sobre o vampirismo, tornando esse mal uma coisa mais plausível e realista do que se poderia desejar. Tudo muito possível. Possível demais…

O livro ainda conta com mais alguns contos curtos do autor, dos quais já li alguns e são igualmente perturbadores. Espero que lancem mais obras dele, independente do filme, pois vale a pena de verdade.

O autor  possui outras obras conhecidas e igualmente transformadas em filmes e seriados. Um dos episódios mais famosos de Além da Imaginação, Nightmare at 20,000 Feet (aquele do gremlin verde no avião) foi escrito por ele. Alguns foram transformados em filmes, como Amor além da Vida e Em Algum Lugar do Passado.

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Ei! Não é o super-homem?

Por isso sou totalmente a favor que continuem fazendo filmes de livros (e não livros de filmes). Só assim para conseguirmos versões traduzidas de obras importantes e temporariamente esquecidas pela nossa indústria literária. Que se torne comercial, pelo menos assim quem sabe mais gente leia nesse país.

Zumbi

 - by Ana

Não, eu não estou falando daquele cara que fundou um quilombo e lutou contra a escravidão.

Quando me refiro a zumbi, quero dizer aqueles carinhas mortos-vivos, na maioria das vezes lentos e irracionais, famintos por carne humana.

Depois que descobri um pessoal que adora essas coisas e até faz passeatas no melhor exemplo de movimento Zombie Power, percebi que essas criaturas estão mesmo na moda. O número de filmes sobre eles ou com eles tem aumentado exponencialmente nos últimos tempos e até mesmo ocorreu uma recente onda zumbi nos blogs de RPG.

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Até seu super-herói favorito…

Eu me sinto inquieta com filmes de Zumbi, para dizer o mínimo. Tá, eu confesso, morro de medo dessas coisas se arrastando do lado de fora de sua casa em filmes de terror! Me angustia a possibilidade de dezenas (centenas, milhares!) de criaturas sem cérebro vagarosamente cercando seu lar, até que não sobre nenhuma possibilidade de fuga e só se espere pelo fim dos mantimentos, ou de sua sanidade.

Desconsiderando que quase todo filme de zumbis é trash, com muito sangue, tripas e sem necessariamente um roteiro coerente, toda a idéia envolvendo uma crise zumbi é muito boa, se você quer assustar alguém. Talvez por isso seja uma idéia tão atraente. As pessoas gostam de sentir medo, se não gostassem, filmes de terror não faziam tanto sucesso.

Eu não costumo ver filmes de zumbi, por causa do meu medinho bobo. Mas até eu acho a idéia legal e até assisto a um filme mais light, no estilo de Resident Evil. Afinal, é tudo fantasia não é mesmo? Não é???

Agora, leia isso e tenha medo.

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Os simpáticos zumbis de noite dos mortos vivos