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Então, por onde eu começo?
- by Ana
Vamos lá, sacudir a poeira do cérebro e fazer as sinapses voltarem a funcionar. Escrever algo depois de dias de férias é quase um dos Trabalhos de Hércules. Mas sem nenhum dragão…
Meio que sem querer, é exatamente dele que quero falar hoje. Desde a tenra idade eu gosto muito de lendas gregas. Até onde me lembro, sempre circularam livros de cultura e lendas gregas na minha frente e minha mãe, que achava esse fascínio muito bonitinho, estimulava comprando material diverso sobre o tema.
Uma das minhas histórias favoritas é a dos Doze Trabalhos de Hércules. Desde quando li a versão do Sítio do Pica-pau-amarelo achei todas as tarefas muito interessantes. Verdadeiros desafios. Até hoje, quando minha mãe quer dizer que algo é realmente difícil de fazer, ela diz que é o Décimo Terceiro Trabalho de Hércules.
Por isso resolvi falar um pouco sobre ele aqui. Para me lembrar que a volta das férias pode até parecer um dos trabalhos (o décimo terceiro…), mas nada se comprara a enfrentar um dragão de 100 cabeças só pra colher uma frutinha…
Talvez o que mais me deixe angustiada nas histórias do Hércules não seja os trabalhos em si, mas vida posterior dele. Ele é um cara bom, honesto, que faz tudo que mandam e no final acaba se ferrando totalmente. Parece até brasileiro.
Não poderia ser diferente, a história de hércules é uma típica tragédia grega, e esses caras que inventaram o termo.Para os noveleiros de plantão, recomendo essa e outras histórias gregas. Melhor que Maria do Bairro.
Vamos a lista em si.
1. No Peloponeso estrangulou o Leão de Neméia, filho dos monstros Ortro e Equidna.
2. Matou o monstro filho de Equidna e do avô do leão de Neméia: a Hidra de Lerna.
3. Alcançou correndo a Corça de Cerínia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze.
4. Capturou vivo o Javali de Eurimanto.
5. Limpou em um dia os currais do rei Aúgias, que continham três mil bois e que há trinta anos não eram limpo.
6. Matou as aves monstruosas do lago Estínfalo.
7. Venceu o touro de Creta.
8. Castigou Diómedes, filho de Ares.
9. Venceu as amazonas, apossando-se do cinturão de Hipólita.
10. Matou o gigante Gerion.
11. Colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides.
12. Desceu ao palácio de Hades e de lá trouxe vivo o cão Cérbero.
Mais detalhes sobre os Doze Trabalhos de Hércules, divirtam-se.
Aaahhh…
- by Ana
Pois é, morram de inveja. Estou de férias.
Agora, queiram todos me matar de vez, estou de férias em Floripa. Com casa, comida e roupa lavada. Ééééé, meu caro, a vida não é justa.
Deixa eu explicar melhor: minha família mora em Floripa. Caso vocês não saibam, inclusive, eu naci na Ilha da Magia. Não somente eu, como minha filha também. Eu moro em Curitiba por acaso, sou joguete do destino.
Portanto, isso explica a taxa muito baixa de posts e a falta total de assuntos.
Meu corpo entra em férias por fases, e a primeira parte a parar as atividades é meu cérebro. Depois vem a preguiça de ir na academia, a preguiça de ler, e por ai vai. Claro que tem partes que nunca param, mas isso não vem ao caso…
Esse micro post é só pra isso mesmo, para eu me sentir uma pessoa desprezível e feliz fazendo todos desejarem estar em meu lugar. Ah, a vida é bela!
Você é o que você come
- by Ana
Essa semana chegaram às nossas prateleiras os primeiros produtos com o selo de Produto Transgênico
Ok, isso já foi anunciado e era esperado a qualquer momento, já que a 5 anos foi publicada a portaria exigindo a identificação desses produtos ao consumidor.
O que teria sido mesmo surpreendente é se as pessoas tivessem notado essa novidade nos mercados.
A maioria das pessoas entrevistadas no primeiro dia de transgênicos nem sequer havia reparado no selo amarelo berrante com um grande T no centro. Elas vêem o preço, se tem pouca gordura, mas se tem um aviso de segurança, esse passa totalmente despercebido.
Super discreto, não?
Sempre que essas coisas acontecem lembro de como prestamos pouca atenção ao que comemos. Nos acostumamos a ter a comida pronta no prato e não paramos mais pra pensar de onde ela vem. Independente de ser ou não transgênico, você não acha importante saber pelo menos como sua comida foi produzida?
Depois as pessoas ficam horrorizadas quando vemos na TV notícias de níveis perigosos de resíduos de venenos nos alimentos. Mas pergunto novamente: quando você come um tomate, sabe se ele foi produzido dentro da legislação? Sabe se o produtos seguiu as recomendações?
Não, é claro.
Nossa comida vem de muito longe, assim fica difícil ter a menor idéia de como ela foi produzida. Claro que não quero convencer ninguém aqui a plantar milho no quintal de casa, eu mesmo não poderia fazer isso já que moro em apartamento, mas podemos tentar prestar um pouco mais de atenção as coisas que compramos no mercado. De onde vem, como foi produzido, quem é o produtor, essas coisas.
Tá, até isso é difícil, mas então pelo menos leiam os rótulos antes de comprar!
Como você não vai ver um troço triangular amarelo na embalagem! Parece até aviso de radioatividade! Isso não é pedir demais.
Agora vamos brincar de caça ao tesouro: você consegue achar o selo transgênico em algum produto no supermercado? É só de uma empresa, mas eu não vou dizer qual para não perder a graça. Boa caçada!
Ai meu deus!
- by Ana
Hoje, vendo as notícias ambientais no site do IBAMA, me deparo com essa nota:
“Marina Silva dá palestra em evento criacionista
A ministra do Meio Ambiente, MARINA SILVA, participou no fim de semana de um evento em Engenheiro Coelho (SP) para difundir o criacionismo, doutrina segundo a qual pessoas e animais teriam sido criados por Deus e não moldados pela evolução. Sem tocar muito na polêmica do viés anti-Darwin dos criacionistas, Marina falou da ligação entre ambientalismo e valores cristãos.”
A evolução e as evidências fortes de sua existência são a pedra no sapato dos cristãos. Vai contra a bíblia, que diz que Deus criou tudo de sua cabeça e o homem a sua imagem e semelhança. Mas apesar de todas as tentativas e ataques da igreja, a ciência continua provando que a evolução existe, e acontece todos os dias.
Nos Estados Unidos tem um movimento forte da igreja chamado Design Inteligente, que quando você resolve prestar atenção e ver o que é, descobre que não passa de criacionismo disfarçado de teoria.
Como todas as tentativas criacionistas, ela acaba por ser uma discussao onde os criacionistas atacam a evolução ao invés de defender sua teoria. Evidente, pois o criacionismo é baseado em fé, sendo portanto carente de provas e evidências. Então, se você não consegue provar sua idéia, o que faz? Ataca a idéia oposta a sua.
Recentemente aumentaram os pedidos ao governo americano em incluir essa “teoria” no currículo escolar de muitos estados, que foram negados, provando que ainda existe bom-senso entre o governo americano.
Monstro de espaguete, o criador. Resposta dos cientistas ao Designer.
Agora, vejo a ministra do meio-ambiente, representante do governo nas questões ambientais, chefe das pessoas responsáveis em cuidar da biodiversidade do país (minha chefe, argh), discursar num evento desses. É de doer a alma.
Acho que nada melhor que uma piada para exemplificar como a teoria criacionista e suas variantes são nada mais que fé. E não adianta tentar tratar fé como ciência. É problema na certa.
Único debate válido sobre Design inteligente
Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte…
(Cientista puxa um bastão de basebol)
Moderador: Ei, o que você está fazendo?
(Cientista quebra a rótula do proponente do Design Inteligente)
Proponente do ID: IIIAAAAAARRRRRRGGGGHHHHH!!! VOCÊ QUEBROU MINHA RÓTULA!
Cientista: Pode parecer que eu quebrei a sua rótula. De fato, toda evidência mostra que a hipótese é correta. Por exemplo, sua rótula está quebrada; parece um ferimento recente; e eu estou segurando um bastão de basebol espirrado com seu sangue. Entretanto, o simples predomínio da evidência não explica nada. Possivelmente, sua rótula foi projetada desse jeito. Certamente, há algumas características na situação atual que são inexplicáveis, de acordo com a assim chamada explicação “naturalista” que você antecipa, como os contornos exatos de dor insuportável que você está sentindo neste momento.
Proponente do ID: AAARRRGHHH! A DOR!!
Cientista: Francamente, eu acho completamente implausível que os atos aleatórios de um cientista como eu poderiam causar essa dor em especial. Não tenho uma explicação precisa de por que eu acho a hipótese implausível — ela simplesmente é. Sua rótula deve ter sido projetada dessa maneira!
Proponente do ID: SEU DESGRAÇADO! VOCÊ SABE QUE FEZ ISSO!
Cientista: Certamente que não sei. Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Honestamente, acho que deveríamos expor as pessoas a todos os pontos de vista. Além disso, você deveria checar se sua hipótese é científica de fato: a quebra de sua rótula é um acontecimento passado, então não há como voltarmos no tempo e ver o que aconteceu de novo, como um experimento de laboratório. Mesmo se pudéssemos, isso não provaria que eu quebrei sua rótula antes. E não vamos nem tocar no fato que o universo inteiro pode ter surgido do nada no instante em que eu disse esta frase, com toda a evidência do suposto ataque já pré-fabricada.
Proponente do ID: Isso é um monte de bobagem! Me chamem um médico e um advogado, não necessariamente nesta ordem, e vamos ver como isso fica na justiça!
Cientista (para a audiência): E assim vemos, senhoras e senhores, que quando a coisa pesa pro lado deles, proponentes do Design Inteligente não acreditam realmente em nenhum dos argumentos em que eles dizem acreditar. Quando lhes favorece, eles preferem a evidência, o método científico, hipóteses testáveis e explicações naturais. De fato, eles incisivamente preferem explicações naturais sobre bobagens supernaturais ou metafísicas. É apenas sob o campo de distorção de realidade de sua cruzada ideológica que eles dão crédito aos tolos e ridículos argumentos que vemos tão comumente sendo usados. Preciso confessar, até que fez bem, uma vez, ser quem está falando as bobagens sem sentido; é tão terrivelmente fácil e relaxante, comparado ao trabalho em rigorosos argumentos suportados por evidências empíricas.
Mas tenho medo que, se eu continuar, vai se tornar um hábito ruim para minha alma. Portanto, eu lhes dou adeus.
Hehe…
Ninguém me ajuda…
- by Ana
Ontem, um belo domingo de chuva, eu e Tiago fizemos algo raro, assistimos televisão. Como eu não tenho TV a cabo e a TV aberta é uma porcaria constante, é bem difícil pararmos na frente da TV sem ser para assistirmos um filme. Mas ontem deu vontade de parecer com a massa, então assistimos as coisas mais ralé possíveis, incluindo o Gugu.
Entre uma choradeira e outra (povo adora choradeira, que coisa) vemos a história de uma mãe que a 30 anos não via a filha. Quando indagada se nesse período tinha procurado por ela de alguma forma, eis a pérola de resposta: “nunca procurei, não tive oportunidade nem nunca teve ninguém pra me ajudar”.
Como assim? Quer dizer que a culpa por ela nunca mais ter visto a filha é dos outros? Porque ninguém quis ajudar? Ela não tem capacidade de fazer isso sozinha?
Mas heim???
Tiago então soltou um comentário bem pertinente: isso é bem coisa de brasileiro, em especial de pobre. Se não tem ajuda externa, nunca faz nada, nunca sai da merda. Eu sei que essa afirmação pode parecer MUITO preconceituosa, mas se não tivesse algo de verdadeiro, as bolsa-esmola do governo não fariam tanto sucesso. todo mundo quer uma “ajudinha”, um “empurrãozinho” para ajudar a viver. O problema é que essa ajudinha, que deveria ser temporária, acaba sempre por se tornar eterna e a pessoa não sabe mais viver sem ela.
Esse assistencialismo é um tipo de vício. Primeiro você diminui a carga de impostos dos “necessitados”, até ela ser praticamente zero. Depois dá cesta-básica para “incrementar” a dieta da família e depois paga uma grana pra quem não ganha nada para poder viver. Com tantas regalias, ser pobre é mais fácil e prático que ser trabalhador. Com nosso jeitinho brasileiro, o resultado é até fácil de prever.
Eu fico indignada com isso por dois grandes motivos:
1 – você tapa o sol com a peneira e não resolve o real problema do país, que é não ter oportunidades para todos viverem decentemente. ao invés de dar emprego a todos (que demanda uma reestruturação da sociedade), dá um troco todo mês e ninguém reclama mais disso.
2 – quem acaba pagando os impostos e a bolsa-esmola do pobre é a classe média, ou seja, eu.
A pobreza continua por ai não porque ninguém ajuda, mas porque ajudam demais e de maneira errada. Se acostumou o povo a esperar ajuda dos outros ao invés de tomar as rédeas da própria vida e ir à luta. É uma inversão de valores numa lógica insana.
Mas o pior de tudo é eu ter que pagar a conta.
Faixas e bandagens
- by Ana
O wordpress me pregou uma peça hoje e quando entrei no blog para publicar um artigo, o de quarta, sobre imbuídos, tinha sumido. Então, tive que republicar o mesmo (ainda bem que ele foi encontrado) e agora sim vai o artigo do dia…
O último morto-vivo se arrastando por aqui essa semana é a Múmia. Assim como os Frankensteins, as múmias já tiveram seu lugar de destaque no cinema mas andam esquecidas ultimamente. Pelo menos em sua versão tradicional, envolta em bandagens podres, levando consigo uma maldição mortal.
O legal sobre esses carinhas é que eles realmente existem. Desde as múmias egípcias em seus ornamentados sarcófagos até as múmias chilenas, conservadas a céu aberto pela umidade baixíssima da região, exemplos não faltam. Mais legal ainda é que nenhuma múmia precisa de uma explicação (pseudo) científica para levantar e te perseguir pelo resto da eternidade, é pura magia, maldições aos incautos que ousam adentrar os segredos dos reis e governantes de tempos antigos.
10 mil anos contemplando a vista.
A mesma magia que coloca elas em pé oferece poderes contra os mortais. É comum a elas estarem associadas pragas terríveis, como tempestades, nuvens de gafanhotos (eca!), doenças, entre outros tormentos dignos de qualquer citação bíblica.
Me corrigam caso esteja errada, mas acho que a última aventura desses seres na grande tela foi O retorno da Múmia com o Brendan Fraser. Não é um exemplo da arte cinematográfica, mas vale pela diversão e pelos efeitos especiais. Mas eu preferi bem mais o primeiro, A Múmia, com o nome de personagem mais legal de falar que eu já vi, Anak Su Namun.
Uma nova cara para as tempestades de areia
De certa forma, múmias poderiam ser consideradas um tipo de zumbi, pois são corpos mortos reanimados por alguma razão, mas toda a mitologia envolvida com elas, as maldições, os templos e tesouros escondidos, a tornam um caso à parte. E afinal, ela não vai tentar comer seu cérebro nem nada parecido. Só levar a morte. De uma maneira horrível e dolorosa.
Assim, acho um bom jeito de fechar essa semana dos mortos-vivos. Foram ai algumas sugestões de filmes e livros para você se divertir no final de semana e um pequeno resumo de algumas criaturas assustadoras. Enjoy!
Semana dos mortos vivos? Porque não?
- by Ana
Ontem me dei conta que essa semana todos os posts aqui publicados foram sobre algum tipo de criatura viva que deveria estar morta. Tá, eu sei que foram somente dois, mas juro que foi totalmente não-intencional. Então pensei com meus botões “bem, já que começamos, vamos continuar com isso até o fim” e resolvi fazer uma semana inteira somente com posts sobre os mais variados tipos de mortos-vivos que eu conheço (não pessoalmente, felizmente).
Levando em conta minha última aquisição RPGística no exterior, Prometheam the Created, vamos explanar brevemente sobre essas criaturas míticas rastejando pelos cantos escuros de nossa imaginação, os imbuídos.
Eu já escrevi sobre eles no blog da Matilha mas acho que o pessoal não colocou muita fé neles como monstros interessantes no jogo. Mas, e se não fosse um jogo e sim na vida real?
Apesar de ser um conto antigo, Frankestein de Mary Shelley ainda me dá arrepios. Isso acontece quando imaginamos as histórias tão belas e assustadoras no papel transportadas para o mundo real, toda a insanidade do personagem em suas tentativas em burlar a morte, o ser incompleto e ferido gerado da loucura de seu criador, a besta solta no mundo em busca de vingança.
Frankestein é o aviso para ciência não ir longe demais. Os riscos de se brincar com aquilo que não se conhece. Os limites da loucura humana (ou seria mais a falta de limites?).
Eles não são zumbis, pois mantém sua individualidade e não buscam carne humana para se alimentar. Tampouco são vampiros, pois andam a luz do dia e não precisam de sangue para sobreviver. Eles são muito parecidos conosco, mas algo neles nos deixa inquietos, desconfortáveis, até que toda a tentativa de aproximação é impossível para nós, pois aquelas criaturas nos repelem, como monstros (que são).
Antigamente acho que faziam mais filmes com esse tipo de criatura. Agora talvez eles sejam muito complexos e contemplativos para um mundo tão acelerado. Sua busca por humanidade parece meio deslocada em meio as atrocidades cometidas por humanos todos os dias.
Uma frase estranha de se dizer, mas acho que eles são monstros para tempos melhores.
Um rosto que só mamãe pode amar.
Claro que nem só de monstros de psiquê profunda e complexa vivem essas criaturas. No cinema, principalmente, vemos as mais diversas adaptações da original história de M. Shelley, algumas até interessantes, como May – obsessão assassina (que eu nunca vi mas algumas pessoas na net falam bem), passando por versões de ação, como Van Helsing, até coisas bem menos glamourosas como nosso bizonho Chucky de Brinquedo Assassino.

Esse não foi bonito nunca…
Eu acho que quando a fantasia transborda e invade a realidade, até mesmo coisas aparentemente inofensivas acabariam se tornando bem assustadoras. Ou você iria achar normal um boneco de madeira andando por ai numa boa?
Mortos vivos, vivos mortos, whatever.
- by Ana
A coisa boa de fazerem adaptações de livros para o cinema é que você tem a oportunidade de finalmente comprar aquele clássico tão esperado e que tinha esgotado desde 1960. Com a onda de merchandising envolvendo o lançamento da película, muitos produtos são colocados no mercado, entre eles, a versão original da obra em que ele foi baseado.
Foi assim com Senhor dos Anéis. Quando eu tinha me conformado que nunca mais iria encontrar a trilogia, eles anunciam que vão fazer o filme e, agradável surpresa, lançam não somente os três volumes do épico (em diferentes edições para todos os gostos) como começaram a lançar quase tudo que o Tolkien já havia escrito. Uma festa só.
Qual não foi minha agradável surpresa quando, ao ir na livraria esse domingo, me deparo com a versão traduzida de Eu sou A Lenda do Richard Matheson. Esse cara, um ícone do gênero de Terror no século XX, tem uma extensa obra, sendo esse talvez seu conto mais famoso. Foi depois de lê-lo que o George Romero teve a idéia para o roteiro de Noite dos mortos vivos. Ele já teve duas adaptações para a telona, mas somente agora, que estão para lançar uma versão moderna com o Will Smith no papel principal, ele ficou acessível a mim.
O filme será lançado dia 18 próximo, mas eu já li o conto e algo me diz que não vão seguir exatamente a idéia do autor. Pra começar, Robert Neville é um quarentão loiro e alto, sem nenhum cão. Um pouco diferente do Will Smith. Mas não vamos conjecturar tanto antes do filme ser lançado…
O livro é uma obra-prima. O autor mantém o clima angustiante e claustrofóbico constantemente, deixando o leitor sem fôlego e inquieto. Ainda bem que é uma história curta, porque é impossível parar de lê-la depois que se começa. Ela é como um vírus que se infiltra em seu cérebro, fazendo você desejar saber o desenrolar das caçadas e da luta pela sobrevivência do nosso herói. Muitos poderiam considerar o desfecho previsível, mas se considerarmos que ele foi escrito em 1954 e foi pioneiro no gênero, para mim ele foi deliciosamente surpreendente e assustador.
Caso você ainda não saiba, é um conto sobre vampiros. O melhor de toda a história é o processo de pesquisa do personagem principal e suas descobertas sobre o vampirismo, tornando esse mal uma coisa mais plausível e realista do que se poderia desejar. Tudo muito possível. Possível demais…
O livro ainda conta com mais alguns contos curtos do autor, dos quais já li alguns e são igualmente perturbadores. Espero que lancem mais obras dele, independente do filme, pois vale a pena de verdade.
O autor possui outras obras conhecidas e igualmente transformadas em filmes e seriados. Um dos episódios mais famosos de Além da Imaginação, Nightmare at 20,000 Feet (aquele do gremlin verde no avião) foi escrito por ele. Alguns foram transformados em filmes, como Amor além da Vida e Em Algum Lugar do Passado.
Ei! Não é o super-homem?
Por isso sou totalmente a favor que continuem fazendo filmes de livros (e não livros de filmes). Só assim para conseguirmos versões traduzidas de obras importantes e temporariamente esquecidas pela nossa indústria literária. Que se torne comercial, pelo menos assim quem sabe mais gente leia nesse país.
Zumbi
- by Ana
Não, eu não estou falando daquele cara que fundou um quilombo e lutou contra a escravidão.
Quando me refiro a zumbi, quero dizer aqueles carinhas mortos-vivos, na maioria das vezes lentos e irracionais, famintos por carne humana.
Depois que descobri um pessoal que adora essas coisas e até faz passeatas no melhor exemplo de movimento Zombie Power, percebi que essas criaturas estão mesmo na moda. O número de filmes sobre eles ou com eles tem aumentado exponencialmente nos últimos tempos e até mesmo ocorreu uma recente onda zumbi nos blogs de RPG.
Até seu super-herói favorito…
Eu me sinto inquieta com filmes de Zumbi, para dizer o mínimo. Tá, eu confesso, morro de medo dessas coisas se arrastando do lado de fora de sua casa em filmes de terror! Me angustia a possibilidade de dezenas (centenas, milhares!) de criaturas sem cérebro vagarosamente cercando seu lar, até que não sobre nenhuma possibilidade de fuga e só se espere pelo fim dos mantimentos, ou de sua sanidade.
Desconsiderando que quase todo filme de zumbis é trash, com muito sangue, tripas e sem necessariamente um roteiro coerente, toda a idéia envolvendo uma crise zumbi é muito boa, se você quer assustar alguém. Talvez por isso seja uma idéia tão atraente. As pessoas gostam de sentir medo, se não gostassem, filmes de terror não faziam tanto sucesso.
Eu não costumo ver filmes de zumbi, por causa do meu medinho bobo. Mas até eu acho a idéia legal e até assisto a um filme mais light, no estilo de Resident Evil. Afinal, é tudo fantasia não é mesmo? Não é???
Agora, leia isso e tenha medo.
Os simpáticos zumbis de noite dos mortos vivos
Voltar a ativa.
- by Ana
Esses feriados de final de ano acabam comigo. Não estou falando de ressaca, festa demais ou qualquer coisa do gênero. Esse foi um final de ano bem comedido, na verdade. Estou falando mais no sentido de desanimo.
Eu sempre tenho uma semana de recesso aqui no trabalho. Vantagens do serviço público: como ninguém vem procurar seus serviços no natal, você é dispensado para festejar onde quiser. Fui para Floripa, ficar com a família e aproveitar a ilha.
Foram 10 dias de descanso, diversão, praia e sol. Muito bom, mesmo.
Então, ontem quando estava voltando pra Curitiba para o trabalho e a correria, o Tiago vira pra mim e fala: de volta à vida!
Como assim de volta a vida? Eu estava vivendo nos 10 dias que estava na praia, e vivendo muito bem. Aquilo éviver, isso que fazemos todo dia é trabalhar para arranjar dinheiro para poder aproveitar bem aqueles dias de vida de verdade.
Por isso final de ano acaba comigo. Porque acaba e tenho que voltar a trabalhar e lembrar de como foi bom e como vai demorar pra ter denovo. Ai, ai…
Acho que esse mundo, do jeito que ele funciona, faz coisas ruins para nós. Não deveria ser necessário trabalhar tanto e ter tão pouco tempo livre. As pessoas deveriam ter a oportunidade de passear mais, relaxar mais, ficar mais com os filhos. Passamos a maior parte do período de sol fechados em escritórios resolvendo problemas e funcionando a mil por hora. Isso faz mal.
Bem, mas um ano novo começou e ainda vivo nesse mundo, nessa realidade. É hora de voltar a acelerar o dia-a-dia e correr atrás do prejuízo. Pelo menos de onde eu sento eu vejo o sol…











