Category:filosofia barata’

Ai meu deus!

 - by Ana

Hoje, vendo as notícias ambientais no site do IBAMA, me deparo com essa nota:

Marina Silva dá palestra em evento criacionista

A ministra do Meio Ambiente, MARINA SILVA, participou no fim de semana de um evento em Engenheiro Coelho (SP) para difundir o criacionismo, doutrina segundo a qual pessoas e animais teriam sido criados por Deus e não moldados pela evolução. Sem tocar muito na polêmica do viés anti-Darwin dos criacionistas, Marina falou da ligação entre ambientalismo e valores cristãos.”

 

A evolução e as evidências fortes de sua existência são a pedra no sapato dos cristãos. Vai contra a bíblia, que diz que Deus criou tudo de sua cabeça e o homem a sua imagem e semelhança. Mas apesar de todas as tentativas e ataques da igreja, a ciência continua provando que a evolução existe, e acontece todos os dias.

Nos Estados Unidos tem um movimento forte da igreja chamado Design Inteligente, que quando você resolve prestar atenção e ver o que é, descobre que não passa de criacionismo disfarçado de teoria.

Como todas as tentativas criacionistas, ela acaba por ser uma discussao onde os criacionistas atacam a evolução ao invés de defender sua teoria. Evidente, pois o criacionismo é baseado em fé, sendo portanto carente de provas e evidências. Então, se você não consegue provar sua idéia, o que faz? Ataca a idéia oposta a sua.

Recentemente aumentaram os pedidos ao governo americano em incluir essa “teoria” no currículo escolar de muitos estados, que foram negados, provando que ainda existe bom-senso entre o governo americano.

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Monstro de espaguete, o criador. Resposta dos cientistas ao Designer.

Agora, vejo a ministra do meio-ambiente, representante do governo nas questões ambientais, chefe das pessoas responsáveis em cuidar da biodiversidade do país (minha chefe, argh), discursar num evento desses. É de doer a alma.

Acho que nada melhor que uma piada para exemplificar como a teoria criacionista e suas variantes são nada mais que fé. E não adianta tentar tratar fé como ciência. É problema na certa.

Único debate válido sobre Design inteligente

Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte…

(Cientista puxa um bastão de basebol)

Moderador: Ei, o que você está fazendo?

(Cientista quebra a rótula do proponente do Design Inteligente)

Proponente do ID: IIIAAAAAARRRRRRGGGGHHHHH!!! VOCÊ QUEBROU MINHA RÓTULA!

Cientista: Pode parecer que eu quebrei a sua rótula. De fato, toda evidência mostra que a hipótese é correta. Por exemplo, sua rótula está quebrada; parece um ferimento recente; e eu estou segurando um bastão de basebol espirrado com seu sangue. Entretanto, o simples predomínio da evidência não explica nada. Possivelmente, sua rótula foi projetada desse jeito. Certamente, há algumas características na situação atual que são inexplicáveis, de acordo com a assim chamada explicação “naturalista” que você antecipa, como os contornos exatos de dor insuportável que você está sentindo neste momento.

Proponente do ID: AAARRRGHHH! A DOR!!

Cientista: Francamente, eu acho completamente implausível que os atos aleatórios de um cientista como eu poderiam causar essa dor em especial. Não tenho uma explicação precisa de por que eu acho a hipótese implausível — ela simplesmente é. Sua rótula deve ter sido projetada dessa maneira!

Proponente do ID: SEU DESGRAÇADO! VOCÊ SABE QUE FEZ ISSO!

Cientista: Certamente que não sei. Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Honestamente, acho que deveríamos expor as pessoas a todos os pontos de vista. Além disso, você deveria checar se sua hipótese é científica de fato: a quebra de sua rótula é um acontecimento passado, então não há como voltarmos no tempo e ver o que aconteceu de novo, como um experimento de laboratório. Mesmo se pudéssemos, isso não provaria que eu quebrei sua rótula antes. E não vamos nem tocar no fato que o universo inteiro pode ter surgido do nada no instante em que eu disse esta frase, com toda a evidência do suposto ataque já pré-fabricada.

Proponente do ID: Isso é um monte de bobagem! Me chamem um médico e um advogado, não necessariamente nesta ordem, e vamos ver como isso fica na justiça!

Cientista (para a audiência): E assim vemos, senhoras e senhores, que quando a coisa pesa pro lado deles, proponentes do Design Inteligente não acreditam realmente em nenhum dos argumentos em que eles dizem acreditar. Quando lhes favorece, eles preferem a evidência, o método científico, hipóteses testáveis e explicações naturais. De fato, eles incisivamente preferem explicações naturais sobre bobagens supernaturais ou metafísicas. É apenas sob o campo de distorção de realidade de sua cruzada ideológica que eles dão crédito aos tolos e ridículos argumentos que vemos tão comumente sendo usados. Preciso confessar, até que fez bem, uma vez, ser quem está falando as bobagens sem sentido; é tão terrivelmente fácil e relaxante, comparado ao trabalho em rigorosos argumentos suportados por evidências empíricas.
Mas tenho medo que, se eu continuar, vai se tornar um hábito ruim para minha alma. Portanto, eu lhes dou adeus.

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Hehe…

Ninguém me ajuda…

 - by Ana

Ontem, um belo domingo de chuva, eu e Tiago fizemos algo raro, assistimos televisão. Como eu não tenho TV a cabo e a TV aberta é uma porcaria constante, é bem difícil pararmos na frente da TV sem ser para assistirmos um filme. Mas ontem deu vontade de parecer com a massa, então assistimos as coisas mais ralé possíveis, incluindo o Gugu.

Entre uma choradeira e outra (povo adora choradeira, que coisa) vemos a história de uma mãe que a 30 anos não via a filha. Quando indagada se nesse período tinha procurado por ela de alguma forma, eis a pérola de resposta: “nunca procurei, não tive oportunidade nem nunca teve ninguém pra me ajudar”.

Como assim? Quer dizer que a culpa por ela nunca mais ter visto a filha é dos outros? Porque ninguém quis ajudar? Ela não tem capacidade de fazer isso sozinha?

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Mas heim???

Tiago então soltou um comentário bem pertinente: isso é bem coisa de brasileiro, em especial de pobre. Se não tem ajuda externa, nunca faz nada, nunca sai da merda. Eu sei que essa afirmação pode parecer MUITO preconceituosa, mas se não tivesse algo de verdadeiro, as bolsa-esmola do governo não fariam tanto sucesso. todo mundo quer uma “ajudinha”, um “empurrãozinho” para ajudar a viver. O problema é que essa ajudinha, que deveria ser temporária, acaba sempre por se tornar eterna e a pessoa não sabe mais viver sem ela.

Esse assistencialismo é um tipo de vício.  Primeiro você diminui a carga de impostos dos “necessitados”, até ela ser praticamente zero. Depois dá cesta-básica para “incrementar” a dieta da família e depois paga uma grana pra quem não ganha nada para poder viver. Com tantas regalias, ser pobre é mais fácil e prático que ser trabalhador. Com nosso jeitinho brasileiro, o resultado é até fácil de prever.

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Eu fico indignada com isso por dois grandes motivos:

1 – você tapa o sol com a peneira e não resolve o real problema do país, que é não ter oportunidades para todos viverem decentemente. ao invés de dar emprego a todos (que demanda uma reestruturação da sociedade), dá um troco todo mês e ninguém reclama mais disso.

2 – quem acaba pagando os impostos e a bolsa-esmola do pobre é a classe média, ou seja, eu.

A pobreza continua por ai não porque ninguém ajuda, mas porque ajudam demais e de maneira errada. Se acostumou o povo a esperar ajuda dos outros ao invés de tomar as rédeas da própria vida e ir à luta. É uma inversão de valores numa lógica insana.

Mas o pior de tudo é eu ter que pagar a conta.

Faixas e bandagens

 - by Ana

O wordpress me pregou uma peça hoje e quando entrei no blog para publicar um artigo, o de quarta, sobre imbuídos, tinha sumido. Então, tive que republicar o mesmo (ainda bem que ele foi encontrado) e agora sim vai o artigo do dia…

O último morto-vivo se arrastando por aqui essa semana é a Múmia. Assim como os Frankensteins, as múmias já tiveram seu lugar de destaque no cinema mas andam esquecidas ultimamente. Pelo menos em sua versão tradicional, envolta em bandagens podres, levando consigo uma maldição mortal.

O legal sobre esses carinhas é que eles realmente existem. Desde as múmias egípcias em seus ornamentados sarcófagos até as múmias chilenas, conservadas a céu aberto pela umidade baixíssima da região, exemplos não faltam. Mais legal ainda é que nenhuma múmia precisa de uma explicação (pseudo) científica para levantar e te perseguir pelo resto da eternidade, é pura magia, maldições aos incautos que ousam adentrar os segredos dos reis e governantes de tempos antigos.

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10 mil anos contemplando a vista.

A mesma magia que coloca elas em pé oferece poderes contra os mortais. É comum a elas estarem associadas pragas terríveis, como tempestades, nuvens de gafanhotos (eca!), doenças, entre outros tormentos dignos de qualquer citação bíblica.

Me corrigam caso esteja errada, mas acho que a última aventura desses seres na grande tela foi O retorno da Múmia com o Brendan Fraser. Não é um exemplo da arte cinematográfica, mas vale pela diversão e pelos efeitos especiais. Mas eu preferi bem mais o primeiro, A Múmia, com o nome de personagem mais legal de falar que eu já vi, Anak Su Namun.

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Uma nova cara para as tempestades de areia

De certa forma, múmias poderiam ser consideradas um tipo de zumbi, pois são corpos mortos reanimados por alguma razão, mas toda a mitologia envolvida com elas, as maldições, os templos e tesouros escondidos, a tornam um caso à parte. E afinal, ela não vai tentar comer seu cérebro nem nada parecido. Só levar a morte. De uma maneira horrível e dolorosa.

Assim, acho um bom jeito de fechar essa semana dos mortos-vivos. Foram ai algumas sugestões de filmes e livros para você se divertir no final de semana e um pequeno resumo de algumas criaturas assustadoras. Enjoy!

Semana dos mortos vivos? Porque não?

 - by Ana

Ontem me dei conta que essa semana todos os posts aqui publicados foram sobre algum tipo de criatura viva que deveria estar morta. Tá, eu sei que foram somente dois, mas juro que foi totalmente não-intencional. Então pensei com meus botões “bem, já que começamos, vamos continuar com isso até o fim” e resolvi fazer uma semana inteira somente com posts sobre os mais variados tipos de mortos-vivos que eu conheço (não pessoalmente, felizmente).

Levando em conta minha última aquisição RPGística no exterior, Prometheam the Created, vamos explanar brevemente sobre essas criaturas míticas rastejando pelos cantos escuros de nossa imaginação, os imbuídos.

Eu já escrevi sobre eles no blog da Matilha mas acho que o pessoal não colocou muita fé neles como monstros interessantes no jogo. Mas, e se não fosse um jogo e sim na vida real?

Apesar de ser um conto antigo, Frankestein de Mary Shelley ainda me dá arrepios. Isso acontece quando imaginamos as histórias tão belas e assustadoras no papel transportadas para o mundo real, toda a insanidade do personagem em suas tentativas em burlar a morte, o ser incompleto e ferido gerado da loucura de seu criador, a besta solta no mundo em busca de vingança.

Frankestein é o aviso para ciência não ir longe demais. Os riscos de se brincar com aquilo que não se conhece. Os limites da loucura humana (ou seria mais a falta de limites?).

Eles não são zumbis, pois mantém sua individualidade e não buscam carne humana para se alimentar. Tampouco são vampiros, pois andam a luz do dia e não precisam de sangue para sobreviver. Eles são muito parecidos conosco, mas algo neles nos deixa inquietos, desconfortáveis, até que toda a tentativa de aproximação é impossível para nós, pois aquelas criaturas nos repelem, como monstros (que são).

Antigamente acho que faziam mais filmes com esse tipo de criatura. Agora talvez eles sejam muito complexos e contemplativos para um mundo tão acelerado. Sua busca por humanidade parece meio deslocada em meio as atrocidades cometidas por humanos todos os dias.

Uma frase estranha de se dizer, mas acho que eles são monstros para tempos melhores.

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Um rosto que só mamãe pode amar.

Claro que nem só de monstros de psiquê profunda e complexa vivem essas criaturas. No cinema, principalmente, vemos as mais diversas adaptações da original história de M. Shelley, algumas até interessantes, como May – obsessão assassina (que eu nunca vi mas algumas pessoas na net falam bem), passando por versões de ação, como Van Helsing, até coisas bem menos glamourosas como nosso bizonho Chucky de Brinquedo Assassino.
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Esse não foi bonito nunca…

Eu acho que quando a fantasia transborda e invade a realidade, até mesmo coisas aparentemente inofensivas acabariam se tornando bem assustadoras. Ou você iria achar normal um boneco de madeira andando por ai numa boa?

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Felidae

 - by Ana

Acredito que todos tenham um animal favorito. A não ser que você seja um tipo de psicopata, acredito que tenha algum animal que acha bonito, legal, interessante e até mesmo gostaria de ter em casa.

No meu caso, eu adoro gatos. Como gatos, eu incluo quase todos os exemplares da família Felidae: gatos, gatinhos e gatões. Um dos meus favoritos é o puma, ou Sussuarana, ou Leão-da-montanha, ou… bem, vocês entenderam.

Puma bonitão

Lindo, não?

Mas como é bem difícil ter um desses em casa, transmitimos nosso amor e carinho por esses belos animais aos exemplares menores.

gatinhos

Oi!

Existem muitas pessoas que gostam de gatos, mas as vezes tenho a sensação de que existem muito mais que odeiam todo e qualquer felino. Como um animal tão pequeno e simpático pode despertar sentimentos tão divergentes nas pessoas?

Gatos fazem parte de nossa história. Caso vocês não saibam, eles foram a segunda espécie a ser domesticada pelo homem, logo depois do cachorro. Temos 15 mil anos de história conjunta e ainda assim tanta gente desconfia e tem medo desses animais. Porque?

Muitas são as razões dessa desconfiança. Realmente, quando comparados aos cães, os gatos são mais independentes. É verdade que um gato escolhe seu dono e em quem confiar, e isso muitas vezes não está relacionado a pessoa que dá comida. Toda essa independência faz com que muitos achem eles traiçoeiros.

Minha experiência com gatos me mostrou exatamente o contrário. Eles são difíceis de cativar e tem muita personalidade, mas quando conquistados, são amigos extremamente fiéis e carinhosos. Ariel era minha gata de guarda, ela pulava e arranhava pessoas que ela achava que estivessem me fazendo algum mal. Kitty ficava sem comer quando eu ia viajar, de pura saudade. Maggie era mais selvagem e independente, mas brigava pelo meu colo. Minhas gatas marcaram minha vida e me fizeram uma pessoa melhor. Com elas aprendi o que é ser amada incondicionalmente. E retribuir a esse amor à altura.

Quanto as pessoas que não gostam de gatos, só tenho a lamentar. Nunca saberão o que é ser escolhido por um desses animais incríveis, não porque você o alimenta, mas porque ele gosta de você de verdade, por algum motivo obscuro que só ele sabe. Não um amor servil, mas um amor independente e irreverente, um amor com vontade própria.

olhar

Como resistir a esse olhar?

Sobre mulheres e bolsas

 - by Ana

Mulher é mesmo um ser estranho.

Apesar de ser uma, nunca deixo de me espantar com as manias bizarras que temos e coisas que fazemos. Até para nós, algumas atitudes são sem sentido.

Uma das  manias mais estranhas deve ser nossa fixação e fascinação por coisas aparentemente inúteis. posso citar aqui duas grandes paixões femininas que nenhum homem entende: sapatos e bolsas.

Sapatos ainda vá. Como temos uma gama de opções de roupa mais diversificada que os homens, indo desde calças, passando por saias e vestidos até bermudas e shorts, ter um sapato que combine com cada uma dessas variantes é até importante. Mesmo os caras que reclamam muito dessas manias admitem que um vestido florido e primaveril ficaria feio com tênis de escalada.

Mas bolsas é um caso à parte. Conheço muito poucas mulheres que não curtem entrar numa loja cheia dessas coisas penduradas, com inúmeros opões. toda mulher tem mais que uma bolsa, até aquelas que não ligam para isso. deve ser um tipo de instinto feminino, ter muitas variedades de bolsas para carregar suas coisas.

Existem mochilas, bolsas grandes e espaçosas, bolsinhas delicadas de festa e, para quem não tem bom-gosto, pochetes. Toda mulher tem pelo menos alguns desses itens, ou pelo menos uma bolsa e uma mochila.

Tem para todos os gostos.

Agora, porque esse apego todo?  Como o sapato, a bolsa certa pode ser o segredo de uma boa produção. Ninguém vai a uma festa com aquele vestido lindo maravilhoso com uma mochilona cheia de tralha. Faz parte da roupa e pronto.

Mas a parte mais engraçada do apego das mulheres a bolsas com certeza é a superproteção que muitas tem com relação a sua. Olhe na rua e perceberá que a maioria das mulheres anda agarrada a própria bolsa. normalmente esse comportamento é decorrente do medo de ser roubada ou assaltada, é claro, mas já vi gente que não largava a bolsa nem pra comer, mantendo ela a tiracolo, pendurada no ombro.

Minha mãe tem um pavor geral de deixar a própria bolsa sozinha. ela não cogita deixar a bolsa na mesa enquanto pega comida, nem mesmo quando outras pessoas (como eu) já estão sentadas. E a bolsa tem sempre que ficar do lado dela. Se ela fica em outra cadeira, mais longe que a distância de um toque, ela já começa a ter engrulhos de nervosismo e fica perguntando da bolsa o tempo todo.

Tudo bem que assaltos acontecem, mas não vamos exagerar. Poucas pessoas teriam a cara-de-pau e a habilidade necessárias para roubar a bolsa de uma mesa cheia de gente. Mas a neura existe, e é forte.

A verdade é que a  maioria das mulheres carrega a vida dentro da bolsa. Ali tem de tudo, desde a carteira com (todos) os documentos, passando por remédios, batom, absorvente, chaves diversas e, em casos extremos, caixa de costura e primeiros socorros. É uma filial da sua casa, uma extensão das suas necessidades. Um pedaço de você mesma em forma de couro e alças.

Nada mais justo que temer pela segurança e bem-estar de um pedaço de você. Perder a bolsa é perder um pouco da sua vida. É ter que fazer os documentos de novo, ter que comprar todos aqueles ótimos produtos de beleza sem os quais você não vive, perder fotos e lembranças insubstituíveis.

No meu caso, perder a bolsa é também perder todos os gadgets que eu amo tanto, como meu celular, máquina fotográfica, etc, etc, etc…

A física e o Papai-Noel

 - by Ana

Tem coisas que vejo na internet que me fazem perceber que tem muita gente ociosa por ai.

Também me fazem pensar que as vezes a ciência devia se colocar no seu lugar e parar de se intrometer em assuntos onde não é chamada…
Papai Noel se deslocaria a 5,8 mil km/segundo. Esse tipo de notícia pode mudar a vida de alguém. É o que me faz ter certeza das razões porque resolvi não fazer engenharia na faculdade…
“Papai Noel tem 34 milésimos de segundo para cada parada”. E okeko?

O mais humano dos sentimentos

 - by Ana

Essa semana estou muito humana.

Para quem não sabe, altruísmo, abnegação e bondade são sentimentos longe de nós, reles mortais. Ser humano é tudo egoísta e vaidoso. Claro que não sempre. As vezes a gente dorme.

Na convivência em família, ou entre amigos, até somos pessoas legais. Talvez quando nos é permitido falar o que quiser, brigar, xingar e tudo mais, consigamos alcançar aqueles sentimentos beatos. Somos capazes de perdoar e ser perdoados das coisas mais escabrosas nessas horas. Coisas que só o amor faz por você.

Mas no ambiente empresarial, em especial empresas públicas, o cenário é bem diferente.  Porque no dos outros é refresco.

Assim, quando você tá na pior, perdido, ferrado e fudido, a ultima coisa que você quer é ser legal. Você malemal quer que te ajudem. O que você quer mesmo é ver os outros no mesmo barco furado. Nada é mais humano que querer se fuder em grupo. No sentido figurado.

Mas, como Murphy é um santo forte, quando você tá ferrado, meu amigo, normalmente você aprende o que é estar sozinho.

Melhor que isso, só a desgraça alheia. Você finge pena, dá as condolências com uma cara preocupada, mas no intimo você tá mesmo é aliviado. “Antes ele que eu”. Até se afasta rápido, vai que é contagioso. Entendam isso, você não precisa estar por cima para se sentir bem. Só precisa não estar lááá embaixo.

Muito humano.