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Valores e preferências
- by Ana
É interessante como cada pessoa tem uma noção bem própria de valores, tanto de coisas materiais como de ações e pensamentos.
Percebi isso essa semana. Com a nova estação chegando e eu alguns quilos mais magra (YES!!!), estou precisando mesmo comprar roupas novas. Mas meu lado judeu chia alto quando penso nos preços que as roupas estão esses dias e fico adianto o inevitável. Além disso tem a velha perrenga de ter que experimentar a roupa, coisa que ODEIO fazer.

Assim é mais fácil experimentar roupas.
Ao mesmo tempo, é bem fácil para mim ir numa livraria e desembolsar uma grana num livro que eu queira. Claro que o sangue judeu ainda ferve e penso algumas vezes, mas no final seu normalmente acabo levando. E adiando ainda mais a compra de roupas.
É uma questão de valores, para mim um livro vale muito mais que uma peça de roupa e me é bem mais prazeroso gastar meu rico dinheirinho neles. Ok, eventualmente eu lembro que sou uma menina e vou me esbaldar investindo em artigos da ultima moda, mas prazer mesmo eu sinto é dentro de uma livraria.
Eu mesma conheço gente que tem um prazer quase sexual em olhar vitrines e comprar sacolas e sacolas de roupas e acessórios. Gasta o que não tem naquele casaco ma-ra-vi-lho-so (?) e é capaz de nunca ter entrado numa livraria por motivação própria. Provavelmente todos os livros novos que possui ganhou de alguém como eu.
Engraçada essa diversidade de comportamentos e preferências. Adoro isso.
Ainda bem que o Tiago partilha essa alegria em livros comigo e uma livraria é o equivalente para nós a um playground. Seria triste ter que arrastar um namorado carrancudo livraria adentro. Já não basta eu ter que arrastar uma filha carrancuda…
Uma bela escorregada
- by Ana
Quem me conhece tem uma boas noção do que é uma pessoa que se machuca fácil. Eu deveria andar por ai com um adesivo “frágil” colado na testa. E um “este lado para cima” só para garantir.
Eventualmente eu trabalho num lugar chamado APA de Guaraqueçaba. É uma unidade de conservação federal no litoral do Paraná que apesar de estar a 180 kilômetros de Curitiba, na prática está a 1 dia de viagem. Não se enganem pelo mapa ,crianças, aquela rodovia estadual que vai até a entrada da cidade é na verdade uma estradinha de terra bem mulambenta (pra ser gentil).
Pois estava eu lá essa semana trabalhando. Depois de passar o dia inteiro de casa quilombola em casa quilombola fazendo vistorias com a COPEL (companhia de luz do Paraná ou algo assim), caminhando das 9 da manhã até as 17 horas com bota sete-léguas, atravesando rios em pinguelinhas bambas, andando no meio do mato e me divertindo muito (isso foi ironia), voltei para o escritório sacolejando pela estradinha. E, depois de um dia todo de aventuras, quando fui estacionar o carro na garagem, escorreguei na escada e torci o pé.
Parece até piada, mas é acidente de trabalho.
Murphy é tão foda que até em Guaraqueçaba é forte.
Pois então, depois de encarar 2,5 horas de barco mais 1,5 hora de ônibus, consegui chegar em Curitiba e agora estou me preparando psicológicamente para ir ao hospital tirar uma radiografia e ver o estrago. Porque ainda dói e ainda ando que nem uma pernetinha, mancando pela casa. E bem hoje, que eu tenho que encarar o busão pra ir no médico, não para de chover. Tá um dilúvio lá fora. Vai ser legal a nova experiência de mancar na chuva.
Só espero não voltar pra casa com gesso.
Profissionalismo
- by Ana
Esses dias eu e Tiago estávamos conversando sobre como pessoas inteligentes são raras. Pessoas com quem se pode manter uma conversação e entendem referências, esse tipo de coisa.
Mas tem um tipo de pessoa ainda mais rara que a inteligente: o bom profissional.
Entenda-se por bom profissional aquele que cumpre prazos, não deixa o cliente na mão, atende as ligações e faz o trabalho bem feito.
Esse tipo de pessoa é, provavelmente, a espécie em estágio mais avançado de extinção que existe.
Vejo isso no meu dia-a-dia. Eu faço dança e algumas vezes por ano nos apresentamos num teatro, todas as alunas, bonitinhas e maquiadas, dançando nossas coreografias ensaiadas e tudo mais. Acontece que um fotógrafo é sempre contratado para registrar esse momento tão feliz e a anos vem sendo o mesmo cara.
Ele nunca foi um primor de responsabilidade e qualidade de trabalho. Tem a mania irritante de filmar nossas cabeças, nossos pés, de colocar efeitos abomináveis na ediçao do vídeo, mas ainda era aceitável.
Mas na ultima apresentação ele passou dos limites. Para ter uma idéia do drama, a apresentação foi em outubro do ano passado e até agora ninguém viu a cor das fotos ou do vídeo. Nem para levar alguns copiões ele teve a descência de se mexer.
Resultado: perdeu o cliente. Na próxima apresentação, outra pessoa será contratada como fotógrafo. Ele nunca mais terá possibilidade de trabalhar com esse grupo novamente e perderá credibilidade no mercado, porque a propaganda boca-a-boca faz diferença sim e a dele está de mal a pior.
Me diga se é assim tão difícil para alguém manter um mínimo de profissionalismo? Seria mesmo tão difícil para ele preparar as amostras de fotos e de vídeo e levar para as alunas verem? Ele tem mercado garantido, todas compram pelo menos algumas fotos. então porque esse descaso?
Não sei, mas tenho algumas teorias.
Falta de responsabilidade: isso é algo que se aprende. E se aprende na tenra infância, não depois de adulto. Se sua mãe/pai não te ensinou a manter seus compromissos, dificilmente você vai se tocar da importância disso depois de velho.
Preguiça: aquela pessoa que deixa TUDO pra depois, até mesmo o que não deveria. Normalmente vem acompanhado de alguma estabilidade financeira ou de clientela. Você acha que tá garantido e começa a tratar todos com descaso.
Compromissos demais: não consegue dizer não? Acaba assumindo mais compromissos que uma pessoa pode fazer numa vida? Mal negócio, alguém ai vai ficar de lado, e esse alguém vai ficar muito bravo.
Esses são somente alguns pontos que podem levar a uma falta de profissionalismo. Tem gente que consegue acumular todos eles e mais alguns…
As vezes, o principal problema do mal profissional é a falta de respeito mesmo. Tem gente que se acha tão superior que parece que está fazendo um favor ao cliente quando realiza um trabalho para o qual está sendo PAGO. Meu caro, a não ser que você seja muito bom no que faz (o melhor, na verdade), um comportamento desse tipo só leva ao fracasso. Tanto profissional quanto pessoal, porque ninguém aguenta gente mala.
Tiaaaaaaaaa
- by Ana
Hoje é um dia feliz. Noite passada nasceu Aline, filha de grandes amigos meus, tudo correu bem, como deve ser.
Hoje o post que vou escrever é para ela.
Ser mãe é muito bom. É um grande conjunto de emoções fortes e conflitantes, um prazer e um terror indescritível. Aquela criaturinha com cara de joelho passa a ser o centro do mundo, a razão de tudo existir e acontecer. Em resumo, a coisa mais linda e perfeita do universo.
Mas existe um outro tipo de laço que é também prazeiroso, divertido e sem o medo e a responsabilidade de criar e educar. Nao, eu não estou falando de ser vó. Vó estraga, tira os limites, deixa fazer tudo. Deve ser bom demais, mas ainda não cheguei lá (e nao quero chegar tão cedo). Estou falando de ser tia.
Tia no bom sentido da palavra. Nada daquela de “ficar pra tia”, ou “tio me dá uma sukita”. Estou falando de tia de verdade, daquelas que leva a criançada pra andar de bicicleta, tomar sorvete, ir no cinema, paga lanche no mac e depois larga pros pais limparem e porem pra dormir. O melhor tipo de tia.
Eu tenho dois sobrinhos de verdade. De verdade porque nasceram da mulher do meu irmão (ex-mulher atualmente). Tem algum laço de sangue envolvido.
Sobrinhos são aquelas pessoinhas que você pode tentar moldar a sua imagem e semelhança sem remorso. Fazer isso com filho é meio sacanagem, tira a “individualidade” da criança e todo esse papo psicopedagógico moderno. Mas com sobrinho tá liberado, pode tentar a vontade. O problema é que é dificil de conseguir.
Eu tentei tornar meus sobrinhos nerds-leitores-compulsivos-jogadores-de-rpg-bizarros como eu. Mas não adiantou nadinha, eles continuaram a ser pessoas normais. Mas eu me diverti tentando. Dava livros, quadrinhos, levava para assistir Harry Potter, esse tipo de coisa. Algumas coisas eles curtiam, outras (como os livros) eles deixaram de lado. É a vida.
Já que meus sobrinhos estão grandes (de idade), começamos a esperar que os amigos tenham filhos pra gente chamar de sobrinho e estragar. Meus amigos são meio devagar, eles preferem ser os tios, pelo jeito. Mas aos poucos vai aumentar o rol de sobrinhos adotados e vou voltar a me divertir.
Já estou decidindo qual quadrinho Aline vai ganhar primeiro de mim. Vai ter que ser um acordo com o pai da menina, que é tão ou mais nerd que eu e já deve ter até decidido qual livro do Tolkien é mais adequado para cada idade.
Ohohohohohoh…
Vai ser tão divertido…
Encanto pessoal
- by Ana
Lendo as notícias de hoje, me deparei com os resultados da pesquisa de opinião do Instituto Sensus (que eu nunca ouvi falar) sobre os candidatos à presidência.
Qual não foi a minha surpresa ao perceber que o preferido na boca do povo é o atual lider de estado, isso mesmo, o Lula. Com 66% de aprovação de governo, vários escandalos e provas de ineficiência administrativa em seu governo, isso prova que Lula não é mais avaliado pela sua qualidade como governante, ele simplesmente é a figura mais presente na cabeça dos brasileiros.
É como as pesquisas de opinião de marcas. Pergunte para uma pessoa sobre qualquer tipo de produto e verá que a primeira marca que virá à cabeça nem sempre é a melhor ou sequer a que ela usa com mais frequência, certamente será aquela mais massivamente presente na mídia.
O plano de ocupação constante de todos os espaços possíveis parece ter surtido efeito. Lula é a “marca” mais presente ao grande público.
Citando o Estado de São Paulo de hoje, “A maioria simplesmente não liga o nome à pessoa quando o governo se mostra inepto para resolver questões objetivas, sejam elas uma crise aérea de meses a fio, o aumento do DESMATAMENTO da Amazônia, o descontrole nos gastos públicos, a tolerância com a má conduta de assessores e aliados, a desorganização da condução dos assuntos legislativos de interesse oficial, a inaptidão para propor e arbitrar reformas, a indiferença pelo rebaixamento dos padrões éticos da República, a rendição ao fisiologismo em sua versão deslavada, a ausência de empenho na promoção de avanços institucionais ou o elogio permanente à incoerência e a constante quebra da palavra empenhada.”
É triste mas é real. O que o governo faz não se conecta na mente popular ao que Lula faz. Ele chega a ser o preferido na pesquisa para candidato à presidência…
O lado bom disso é que nenhum candidato do PT conseguiu florescer em meio a todo esse “encanto pessoal”. Lula ofuscou qualquer sucessor do partido, dando a esperança de uma renovação do poder e abertura democrática que o país parece precisar. Dificilmente a possibilidade de um terceiro mandato será considerada (assim esperamos). É o caminho contrário à ditadura velada que parecia se impor em nossas vidas.
Uma vida sem google
- by Ana
Hoje a tarde aqui no meu trabalho, por algum motivo por mim desconhecido e sem aviso prévio, o Google saiu do ar. Nada funciona, nem o google, nem o gmail, nem nada.
é o fim dos tempos.
Somente quando essas coisas que usamos tão frequentemente saem do ar, percebemos como elas atingiram um status importante na nossa vida. Eu tenho muita coisa guardada no gmail, além de ser minha principal forma de comunicação com tudo e todos.
Sem o google, nem sei por onde começar para procurar algum artigo ou figura que precise.
Sem o reader, nem lembro o endereço dos blogs que leio todo dia.
Incrível como essas ferramentas dominaram nossas vidas. E sem elas, um pequeno caos se instala e até o cérebro dá tilt.
Espero que seja um problema temporário e que até o final da tarde tudo se resolva. Espero também que seja somente alguma caca que o pessoal de informática de Brasília tenha feito e que notem a cagada. Eles tem essa mania de querer impedir que usemos um monte de coisas. Vai ver que na tentativa de bloquear o gmail eles bloquearam tudo. Bem espertos, isso que dá mexer em algo quando não se tem capacidade para tanto. Mas se for falha no google, ai eu começo a me desesperar…
Eu odeio pilhas
- by Ana
Realmente, as vezes tenho que admitir que a tecnologia vem para um bem maior que não somente a facilidade da vida. Talvez o exemplo mais marcante disso seja a gradativa substituição das pilhas em nossos equipamentos eletrônicos por coisas bem mais inteligentes chamadas baterias.
Pilhas são uma droga. Descarregam rápido, acabam rápido (mesmo as recarregáveis) e se você deixa elas por muito tempo dentro de um aparelho elas vazam e destroem tudo ao redor. Essa semana senti na pele isso, pois perdi meu mp3 player por uma pilha vazante. Deixei ela no aparelho por mais de 2 semanas e puf, lá se foi.
As malditas!
Esse líquido âmbar e viscoso que sai delas depois de muito uso é um dos grandes grandes produtos poluidores das pilhas. Não sei o nome exato dele, mas é um tipo de chorume grudento infestado de metais pesados. Bem legal de ir parar no solo e na água que a gente bebe. Esse chorume é a causa das pilhas precisarem de descarte especial (o que? Você não sabia disso? Que feio…).
Então agora eu decidi, somente eletrônicos com bateria. Dura mais, é melhor de recarregar (tem uns que recarregam quando conectados ao computador, ó maravilha das maravilhas) e menos danoso ao ambiente. Menos danoso, não inócuo. Pra isso só se parar de usar equipamentos eletrônicos…
Murphy, esse danadinho…
- by Ana
Estar de férias torna qualquer pessoa um alvo em potencial para as artimanhas e senso de humor bizarro desse rapaz estranho chamado Murphy.
Você passa boa parte do verão trabalhando, longe da praia, enfrentando bravamente o calor e o estresse da cidade. Então, finalmente tira férias, vai a praia e o que acontece? Chove. É claro.
Quam nunca passou por isso? Esperar pelo descanso tão desejado, pela oportunidade de tirar o mofo da cidade e dos meses de trabalho e quando chega o grande momento, fazer frio. Ou planejar aquela viajem de final de semana para um lugar lindo com ótimas paisagens para fotografar e ter neblina com visbilidade de 3 metros o tempo todo.
Murphy é um rapaz sarcástico.
E ninguém nunca sabe quem será sua próxima vítima…
Aaahhh…
- by Ana
Pois é, morram de inveja. Estou de férias.
Agora, queiram todos me matar de vez, estou de férias em Floripa. Com casa, comida e roupa lavada. Ééééé, meu caro, a vida não é justa.
Deixa eu explicar melhor: minha família mora em Floripa. Caso vocês não saibam, inclusive, eu naci na Ilha da Magia. Não somente eu, como minha filha também. Eu moro em Curitiba por acaso, sou joguete do destino.
Portanto, isso explica a taxa muito baixa de posts e a falta total de assuntos.
Meu corpo entra em férias por fases, e a primeira parte a parar as atividades é meu cérebro. Depois vem a preguiça de ir na academia, a preguiça de ler, e por ai vai. Claro que tem partes que nunca param, mas isso não vem ao caso…
Esse micro post é só pra isso mesmo, para eu me sentir uma pessoa desprezível e feliz fazendo todos desejarem estar em meu lugar. Ah, a vida é bela!
Você é o que você come
- by Ana
Essa semana chegaram às nossas prateleiras os primeiros produtos com o selo de Produto Transgênico
Ok, isso já foi anunciado e era esperado a qualquer momento, já que a 5 anos foi publicada a portaria exigindo a identificação desses produtos ao consumidor.
O que teria sido mesmo surpreendente é se as pessoas tivessem notado essa novidade nos mercados.
A maioria das pessoas entrevistadas no primeiro dia de transgênicos nem sequer havia reparado no selo amarelo berrante com um grande T no centro. Elas vêem o preço, se tem pouca gordura, mas se tem um aviso de segurança, esse passa totalmente despercebido.
Super discreto, não?
Sempre que essas coisas acontecem lembro de como prestamos pouca atenção ao que comemos. Nos acostumamos a ter a comida pronta no prato e não paramos mais pra pensar de onde ela vem. Independente de ser ou não transgênico, você não acha importante saber pelo menos como sua comida foi produzida?
Depois as pessoas ficam horrorizadas quando vemos na TV notícias de níveis perigosos de resíduos de venenos nos alimentos. Mas pergunto novamente: quando você come um tomate, sabe se ele foi produzido dentro da legislação? Sabe se o produtos seguiu as recomendações?
Não, é claro.
Nossa comida vem de muito longe, assim fica difícil ter a menor idéia de como ela foi produzida. Claro que não quero convencer ninguém aqui a plantar milho no quintal de casa, eu mesmo não poderia fazer isso já que moro em apartamento, mas podemos tentar prestar um pouco mais de atenção as coisas que compramos no mercado. De onde vem, como foi produzido, quem é o produtor, essas coisas.
Tá, até isso é difícil, mas então pelo menos leiam os rótulos antes de comprar!
Como você não vai ver um troço triangular amarelo na embalagem! Parece até aviso de radioatividade! Isso não é pedir demais.
Agora vamos brincar de caça ao tesouro: você consegue achar o selo transgênico em algum produto no supermercado? É só de uma empresa, mas eu não vou dizer qual para não perder a graça. Boa caçada!

