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Uma bela escorregada
- by Ana
Quem me conhece tem uma boas noção do que é uma pessoa que se machuca fácil. Eu deveria andar por ai com um adesivo “frágil” colado na testa. E um “este lado para cima” só para garantir.
Eventualmente eu trabalho num lugar chamado APA de Guaraqueçaba. É uma unidade de conservação federal no litoral do Paraná que apesar de estar a 180 kilômetros de Curitiba, na prática está a 1 dia de viagem. Não se enganem pelo mapa ,crianças, aquela rodovia estadual que vai até a entrada da cidade é na verdade uma estradinha de terra bem mulambenta (pra ser gentil).
Pois estava eu lá essa semana trabalhando. Depois de passar o dia inteiro de casa quilombola em casa quilombola fazendo vistorias com a COPEL (companhia de luz do Paraná ou algo assim), caminhando das 9 da manhã até as 17 horas com bota sete-léguas, atravesando rios em pinguelinhas bambas, andando no meio do mato e me divertindo muito (isso foi ironia), voltei para o escritório sacolejando pela estradinha. E, depois de um dia todo de aventuras, quando fui estacionar o carro na garagem, escorreguei na escada e torci o pé.
Parece até piada, mas é acidente de trabalho.
Murphy é tão foda que até em Guaraqueçaba é forte.
Pois então, depois de encarar 2,5 horas de barco mais 1,5 hora de ônibus, consegui chegar em Curitiba e agora estou me preparando psicológicamente para ir ao hospital tirar uma radiografia e ver o estrago. Porque ainda dói e ainda ando que nem uma pernetinha, mancando pela casa. E bem hoje, que eu tenho que encarar o busão pra ir no médico, não para de chover. Tá um dilúvio lá fora. Vai ser legal a nova experiência de mancar na chuva.
Só espero não voltar pra casa com gesso.