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Profissionalismo
- by Ana
Esses dias eu e Tiago estávamos conversando sobre como pessoas inteligentes são raras. Pessoas com quem se pode manter uma conversação e entendem referências, esse tipo de coisa.
Mas tem um tipo de pessoa ainda mais rara que a inteligente: o bom profissional.
Entenda-se por bom profissional aquele que cumpre prazos, não deixa o cliente na mão, atende as ligações e faz o trabalho bem feito.
Esse tipo de pessoa é, provavelmente, a espécie em estágio mais avançado de extinção que existe.
Vejo isso no meu dia-a-dia. Eu faço dança e algumas vezes por ano nos apresentamos num teatro, todas as alunas, bonitinhas e maquiadas, dançando nossas coreografias ensaiadas e tudo mais. Acontece que um fotógrafo é sempre contratado para registrar esse momento tão feliz e a anos vem sendo o mesmo cara.
Ele nunca foi um primor de responsabilidade e qualidade de trabalho. Tem a mania irritante de filmar nossas cabeças, nossos pés, de colocar efeitos abomináveis na ediçao do vídeo, mas ainda era aceitável.
Mas na ultima apresentação ele passou dos limites. Para ter uma idéia do drama, a apresentação foi em outubro do ano passado e até agora ninguém viu a cor das fotos ou do vídeo. Nem para levar alguns copiões ele teve a descência de se mexer.
Resultado: perdeu o cliente. Na próxima apresentação, outra pessoa será contratada como fotógrafo. Ele nunca mais terá possibilidade de trabalhar com esse grupo novamente e perderá credibilidade no mercado, porque a propaganda boca-a-boca faz diferença sim e a dele está de mal a pior.
Me diga se é assim tão difícil para alguém manter um mínimo de profissionalismo? Seria mesmo tão difícil para ele preparar as amostras de fotos e de vídeo e levar para as alunas verem? Ele tem mercado garantido, todas compram pelo menos algumas fotos. então porque esse descaso?
Não sei, mas tenho algumas teorias.
Falta de responsabilidade: isso é algo que se aprende. E se aprende na tenra infância, não depois de adulto. Se sua mãe/pai não te ensinou a manter seus compromissos, dificilmente você vai se tocar da importância disso depois de velho.
Preguiça: aquela pessoa que deixa TUDO pra depois, até mesmo o que não deveria. Normalmente vem acompanhado de alguma estabilidade financeira ou de clientela. Você acha que tá garantido e começa a tratar todos com descaso.
Compromissos demais: não consegue dizer não? Acaba assumindo mais compromissos que uma pessoa pode fazer numa vida? Mal negócio, alguém ai vai ficar de lado, e esse alguém vai ficar muito bravo.
Esses são somente alguns pontos que podem levar a uma falta de profissionalismo. Tem gente que consegue acumular todos eles e mais alguns…
As vezes, o principal problema do mal profissional é a falta de respeito mesmo. Tem gente que se acha tão superior que parece que está fazendo um favor ao cliente quando realiza um trabalho para o qual está sendo PAGO. Meu caro, a não ser que você seja muito bom no que faz (o melhor, na verdade), um comportamento desse tipo só leva ao fracasso. Tanto profissional quanto pessoal, porque ninguém aguenta gente mala.
Tiaaaaaaaaa
- by Ana
Hoje é um dia feliz. Noite passada nasceu Aline, filha de grandes amigos meus, tudo correu bem, como deve ser.
Hoje o post que vou escrever é para ela.
Ser mãe é muito bom. É um grande conjunto de emoções fortes e conflitantes, um prazer e um terror indescritível. Aquela criaturinha com cara de joelho passa a ser o centro do mundo, a razão de tudo existir e acontecer. Em resumo, a coisa mais linda e perfeita do universo.
Mas existe um outro tipo de laço que é também prazeiroso, divertido e sem o medo e a responsabilidade de criar e educar. Nao, eu não estou falando de ser vó. Vó estraga, tira os limites, deixa fazer tudo. Deve ser bom demais, mas ainda não cheguei lá (e nao quero chegar tão cedo). Estou falando de ser tia.
Tia no bom sentido da palavra. Nada daquela de “ficar pra tia”, ou “tio me dá uma sukita”. Estou falando de tia de verdade, daquelas que leva a criançada pra andar de bicicleta, tomar sorvete, ir no cinema, paga lanche no mac e depois larga pros pais limparem e porem pra dormir. O melhor tipo de tia.
Eu tenho dois sobrinhos de verdade. De verdade porque nasceram da mulher do meu irmão (ex-mulher atualmente). Tem algum laço de sangue envolvido.
Sobrinhos são aquelas pessoinhas que você pode tentar moldar a sua imagem e semelhança sem remorso. Fazer isso com filho é meio sacanagem, tira a “individualidade” da criança e todo esse papo psicopedagógico moderno. Mas com sobrinho tá liberado, pode tentar a vontade. O problema é que é dificil de conseguir.
Eu tentei tornar meus sobrinhos nerds-leitores-compulsivos-jogadores-de-rpg-bizarros como eu. Mas não adiantou nadinha, eles continuaram a ser pessoas normais. Mas eu me diverti tentando. Dava livros, quadrinhos, levava para assistir Harry Potter, esse tipo de coisa. Algumas coisas eles curtiam, outras (como os livros) eles deixaram de lado. É a vida.
Já que meus sobrinhos estão grandes (de idade), começamos a esperar que os amigos tenham filhos pra gente chamar de sobrinho e estragar. Meus amigos são meio devagar, eles preferem ser os tios, pelo jeito. Mas aos poucos vai aumentar o rol de sobrinhos adotados e vou voltar a me divertir.
Já estou decidindo qual quadrinho Aline vai ganhar primeiro de mim. Vai ter que ser um acordo com o pai da menina, que é tão ou mais nerd que eu e já deve ter até decidido qual livro do Tolkien é mais adequado para cada idade.
Ohohohohohoh…
Vai ser tão divertido…
Murphy, esse danadinho…
- by Ana
Estar de férias torna qualquer pessoa um alvo em potencial para as artimanhas e senso de humor bizarro desse rapaz estranho chamado Murphy.
Você passa boa parte do verão trabalhando, longe da praia, enfrentando bravamente o calor e o estresse da cidade. Então, finalmente tira férias, vai a praia e o que acontece? Chove. É claro.
Quam nunca passou por isso? Esperar pelo descanso tão desejado, pela oportunidade de tirar o mofo da cidade e dos meses de trabalho e quando chega o grande momento, fazer frio. Ou planejar aquela viajem de final de semana para um lugar lindo com ótimas paisagens para fotografar e ter neblina com visbilidade de 3 metros o tempo todo.
Murphy é um rapaz sarcástico.
E ninguém nunca sabe quem será sua próxima vítima…
Aaahhh…
- by Ana
Pois é, morram de inveja. Estou de férias.
Agora, queiram todos me matar de vez, estou de férias em Floripa. Com casa, comida e roupa lavada. Ééééé, meu caro, a vida não é justa.
Deixa eu explicar melhor: minha família mora em Floripa. Caso vocês não saibam, inclusive, eu naci na Ilha da Magia. Não somente eu, como minha filha também. Eu moro em Curitiba por acaso, sou joguete do destino.
Portanto, isso explica a taxa muito baixa de posts e a falta total de assuntos.
Meu corpo entra em férias por fases, e a primeira parte a parar as atividades é meu cérebro. Depois vem a preguiça de ir na academia, a preguiça de ler, e por ai vai. Claro que tem partes que nunca param, mas isso não vem ao caso…
Esse micro post é só pra isso mesmo, para eu me sentir uma pessoa desprezível e feliz fazendo todos desejarem estar em meu lugar. Ah, a vida é bela!
Zumbi
- by Ana
Não, eu não estou falando daquele cara que fundou um quilombo e lutou contra a escravidão.
Quando me refiro a zumbi, quero dizer aqueles carinhas mortos-vivos, na maioria das vezes lentos e irracionais, famintos por carne humana.
Depois que descobri um pessoal que adora essas coisas e até faz passeatas no melhor exemplo de movimento Zombie Power, percebi que essas criaturas estão mesmo na moda. O número de filmes sobre eles ou com eles tem aumentado exponencialmente nos últimos tempos e até mesmo ocorreu uma recente onda zumbi nos blogs de RPG.
Até seu super-herói favorito…
Eu me sinto inquieta com filmes de Zumbi, para dizer o mínimo. Tá, eu confesso, morro de medo dessas coisas se arrastando do lado de fora de sua casa em filmes de terror! Me angustia a possibilidade de dezenas (centenas, milhares!) de criaturas sem cérebro vagarosamente cercando seu lar, até que não sobre nenhuma possibilidade de fuga e só se espere pelo fim dos mantimentos, ou de sua sanidade.
Desconsiderando que quase todo filme de zumbis é trash, com muito sangue, tripas e sem necessariamente um roteiro coerente, toda a idéia envolvendo uma crise zumbi é muito boa, se você quer assustar alguém. Talvez por isso seja uma idéia tão atraente. As pessoas gostam de sentir medo, se não gostassem, filmes de terror não faziam tanto sucesso.
Eu não costumo ver filmes de zumbi, por causa do meu medinho bobo. Mas até eu acho a idéia legal e até assisto a um filme mais light, no estilo de Resident Evil. Afinal, é tudo fantasia não é mesmo? Não é???
Agora, leia isso e tenha medo.
Os simpáticos zumbis de noite dos mortos vivos
Contagem regressiva, iargh!
- by Ana
Dezembro chegou. Isso significa que além de natal e todos os desesperos envolvidos na data (presentes, enfeites, visitar família, etc), ano novo (que sempre chove) e o fato do dinheiro do serviço público acabar e a gente só poder trabalhar depois do carnaval, começaram os inúmeros artigos e posts por ai falando, imaginem só, do final do ano. Além de todas as peculiaridades desse período, bem, peculiar.
A Mirian, do Substantivolátil (eita nominho) já fez um artigo sobre o tema, assim como o Manoel Netto, do Tecnocracia (no melhor estilo planos para 2008) e o Anderssauro que fez o post do Desafio 21 dias que eu achei até interessante. Até o Bira Jones tenta nos ensinar a escolher presentes de Natal. É uma época única no mundo.
Revistas com as melhores dicas de ceia e aquela roupa para arrasar no ano novo. Lugares para viajar no verão (essa é para as pessoas que efetivamente tem férias). As famosas (e previsíveis) previsões para 2008 “o que os astros tem reservado para você?”.
Além disso, tudo fica assustadoramente vermelho. TUDO. Só falta o papel higiênico ficar vermelho. É claro, eu não duvido que isso já exista, mas prefiro que fique bem longe das minhas partes intimas.

Já fizeram preto! Medo…
Uma das coisas mais peculiares sobre o final de ano são as listas de promessas/melhorias/tentativas de ser uma pessoa melhor. Aparentemente os últimos dias do ano são kármicos, datas poderosas que podem transformar toda uma vida, onde qualquer iniciativa para mudar irá sobreviver a sua já existente (e falha) personalidade. Só eu não devo ter notado todo esse poder ainda.

Vai uma listinha ai?!
Eu faço basicamente duas listas nessa época: lista de presentes pra família (com previsão detalhada de gastos por pessoa) e lista de compras (essa faço o ano todo). Deu. Já é demais. Se eu quiser mudar vou consultar um psicanalista.
A decoração também é algo que merece ser citado. Não sei se mais alguém percebeu, mas moramos num país tropical. Aquelas decorações bonitinhas, com pinheiros canadenses, trenós, neve e papais noéis vestidos até a barba, no mínimo, não combinam. Papai Noel no Brasil deve ter adicional por insalubridade. Ninguém merece aquela roupitcha quanto tá fazendo 30 graus a sombra.

Não esqueça o protetor solar.
Curitiba deve ser o lugar mais procurado do Brasil por Papais Noéis nessa época, clima agradável, sempre pode fazer frio…
Apesar dos pesares, o final de ano é uma época legal. Todo mundo em ritmo de festa (ritmo…. é ritmo de festa), devagar quase parando, só esperando o verão chegar. Mesmo eu, que trabalho, fico mais lenta. Qualquer coisa a gente continua depois do carnaval… A festa é uma boa desculpa para ir pra Floripa (a terrinha) e reunir a família ao redor de uma mesa farta. Desculpa pra ir pra lá sempre é bom.
Apesar das bizarrices, não me enquadro no grupo dos frustados mal amados que não gostam do Natal. Eu curto, especialmente agora que tenho a cria pra encher de presentes. Com criança, o papo é outro. Festas familiares foram feitas pra encher a casa de crianças e ver a cara delas com toda a farra. Mesmo a minha mirrada família alemã, que sempre tem pouca gente, consegue fazer uma baguncinha nessa época.
O jeito é entrar no clima e se divertir. Ler todas as dicas de como assar melhor o peru, receitas de sobremesas menos calóricas e até comprar aquela roupa toda branca que você só usa um dia por ano.
Feliz Natal a todos!
A física e o Papai-Noel
- by Ana
Tem coisas que vejo na internet que me fazem perceber que tem muita gente ociosa por ai.
Também me fazem pensar que as vezes a ciência devia se colocar no seu lugar e parar de se intrometer em assuntos onde não é chamada…
Papai Noel se deslocaria a 5,8 mil km/segundo. Esse tipo de notícia pode mudar a vida de alguém. É o que me faz ter certeza das razões porque resolvi não fazer engenharia na faculdade…
“Papai Noel tem 34 milésimos de segundo para cada parada”. E okeko?
O mais humano dos sentimentos
- by Ana
Essa semana estou muito humana.
Para quem não sabe, altruísmo, abnegação e bondade são sentimentos longe de nós, reles mortais. Ser humano é tudo egoísta e vaidoso. Claro que não sempre. As vezes a gente dorme.
Na convivência em família, ou entre amigos, até somos pessoas legais. Talvez quando nos é permitido falar o que quiser, brigar, xingar e tudo mais, consigamos alcançar aqueles sentimentos beatos. Somos capazes de perdoar e ser perdoados das coisas mais escabrosas nessas horas. Coisas que só o amor faz por você.
Mas no ambiente empresarial, em especial empresas públicas, o cenário é bem diferente. Porque no dos outros é refresco.
Assim, quando você tá na pior, perdido, ferrado e fudido, a ultima coisa que você quer é ser legal. Você malemal quer que te ajudem. O que você quer mesmo é ver os outros no mesmo barco furado. Nada é mais humano que querer se fuder em grupo. No sentido figurado.
Mas, como Murphy é um santo forte, quando você tá ferrado, meu amigo, normalmente você aprende o que é estar sozinho.
Melhor que isso, só a desgraça alheia. Você finge pena, dá as condolências com uma cara preocupada, mas no intimo você tá mesmo é aliviado. “Antes ele que eu”. Até se afasta rápido, vai que é contagioso. Entendam isso, você não precisa estar por cima para se sentir bem. Só precisa não estar lááá embaixo.
Muito humano.
Começando
- by Ana
Nem só de RPG e Anime vive uma pessoa.
Blog pessoal para mim é uma técnica de catarse. Você fala o que vem a cabeça, seja engraçado ou seja trágico, uma maneira de limpar os pensamentos e pensar com mais clareza. Um tipo de penseira.
Eu mantinha um blog no blig. É, no blig. Entendam, ele existe desde 2003, quando o blig ainda era uma boa opção. Mas atualmente, manter aquele blog é o equivalente virtual de ostracismo.
Escrever me faz bem, mas sou um ser humano normal, então saber que os outros lêem me faz ainda mais bem. Portanto, resolvi migrar para cá.
Alguns textos que eu considero interessantes ou dignos de nota, eu vou migrando aos poucos (migrar = palavra bonita para ctrl+c, ctrl+v). Mas no geral, serão textos novos. A vida é daqui pra frente.
Agora, terão DOIS lugares diferentes para aturar minhas baboseiras. hehehe…

