Ilha das Flores

Agosto 4th, 2008 | by Ana |

Alguns posts atrás eu comentei sobre esse curta brasileiro e fiquei de falar mais sobre ele. Chegou o momento.

Alguns podem se perguntar, porque um post inteiro para falar de um filme de 10 minutos. Mas existe algo nesse curta que o torna especial.

Escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, ele descreve as relações desiguais geradas pela economia, com uma linguagem ácida. O protagonista é inusitado, um tomate, e o enredo trata de sua circulação, desde a produção até o consumo.

Apesar de ter sido produzido a quase duas décadas, ele continua mais atual do que nunca. Gosto muito da linguagem utilizada, quase científica de tão precisa e explicativa e ao mesmo tempo incisiva. As imagens que passam na tela em ritmo frenético deixam uma impressão muito forte e o destino final do tomate é tocante.

Com certeza quem se dispuser a ver o curta, vai descobrir uma pérola do cinema brasileiro, reconhecida em todo mundo e qua vai fazer muita gente pensar.

Ganhador de inúmeros prêmios, foi eleito em 1995 pela crítica européia um dos 100 curtas mais importantes do século.

Prêmios que ganhou:

  • Melhor filme de curta-metragem (e mais 8 prêmios) no 17° Festival de Gramado, 1989.
  • Urso de Prata para curta-metragem no 40° /festival de Berlim, 1990.
  • Prêmio Air France melhor curta brasileiro do ano, 1990.
  • Prêmio Margarida de Prata (CNBB) melhor curta brasileiro do ano, 1990.
  • Prêmio Especial do Júri e Melhor Filme do Júri Popular no 3° Festival de Clermont-Ferrand, França, 1991.
  • Blue Ribbon Award no American Filme and Video Festival, Nova York, 1991.
  • Melhor Filme no 7º No-Budget Kurzfilmfestival, Hamburgo, Alemanha, 199.
  • Você pode ter mais informações e assistir ao curta através desse link.

    1. 2 Responses to “Ilha das Flores”

    2. By Alexandre on Ago 7, 2008 | Reply

      Nossa! O Ilha das Flores é fantástico!
      Assisti ainda moleque, na escola, e nunca mais esqueci.

      O que você falou sobre a linguagem é perfeito. Ela é técnica apenas o suficiente para fazer o filme descer redondo. Obrigatório.

      Polegar opositor para cima!

    3. By Alexandre Nordestinus on Jan 4, 2009 | Reply

      Assisti a algumas semanas atrás e confesso que ele me abriu um pouco mais os horizontes. Só então me senti ridículo ao fazer o que temos costume.

      Depois disso, fiz uma pequena doação para uma comunidade carente de minha cidade e espero que eu tenha tempo para mostrar o filme para meus amigos. Ele realmente é um dos melhores curtas que eu já assisti…

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