Teoria do Caos

 - by Ana

Pode não parecer, mas esse post é para falar do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Ontem assisti a esse tão comentado filme e, como quase todo mundo, também tenho que dar minha opinião. Eu gostei muito do filme, ele foi bem filmado, bem estruturado e o clima é sombrio e sufocante, como um bom filme do homem-morcego deve ser. Mas o Batman em si não foi grande coisa.

É verdade, tinha uma mancha escura que cruzava a tela eventualmente. Ela deveria ser o personagem principal, mas no contexto geral, não passou de mais que uma mancha na tela.

A estrela do filme é o Coringa.

Finalmente eu vi no cinema um Coringa que me convenceu. Dizem por ai que ele é perturbador, insano, demente. Mas eu gostei muito mais que de qualquer outro.

“Você não achou ele perturbador?” me perguntaram ontem. Com esse questionamento no ar comecei a pensar o que realmente tinha achado desse personagem tão único. Minha resposta foi “Não”. “Mas ele é louco!”. “Sim, ele é louco, mas sempre existe um pouco de razão na loucura”.

Aceita meu cartão?

Para mim, o Coringa é o vilão certo para Gothan. A frase mais elucidativa do filme foi “Gothan precisa de vilões melhores”, e ninguém é mais adequado a essa cidade decadente, suja, sombria e desumana que aquele cara de rosto pintado. Pois sendo ainda mais decadente, sujo, sombrio e desumano que a cidade, ele contribui para que ela, ao menos, tente ser melhor.

Para mim, o Coringa é um tipo de vórtice. Ele atrai para si toda a insanidade e violência e as mantém orbitando ao seu redor. Um agente do Caos, ele é um teste à sanidade dos moradores, levando-os a extremos que mostram sua real natureza. Ele consegue revelar o melhor e o pior de cada um.

O Coringa é um mal, não há duvida disso. Mas chego a questionar se não seria um mal necessário. Em sua cruzada para trazer a insanidade a Gothan, ele revela o lado humano dessa cidade, que existe em lugares inimagináveis. Talvez sem ele, Gothan seria um lugar ainda pior…

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