Semana dos mortos vivos? Porque não?

Janeiro 11th, 2008 | by Ana |

Ontem me dei conta que essa semana todos os posts aqui publicados foram sobre algum tipo de criatura viva que deveria estar morta. Tá, eu sei que foram somente dois, mas juro que foi totalmente não-intencional. Então pensei com meus botões “bem, já que começamos, vamos continuar com isso até o fim” e resolvi fazer uma semana inteira somente com posts sobre os mais variados tipos de mortos-vivos que eu conheço (não pessoalmente, felizmente).

Levando em conta minha última aquisição RPGística no exterior, Prometheam the Created, vamos explanar brevemente sobre essas criaturas míticas rastejando pelos cantos escuros de nossa imaginação, os imbuídos.

Eu já escrevi sobre eles no blog da Matilha mas acho que o pessoal não colocou muita fé neles como monstros interessantes no jogo. Mas, e se não fosse um jogo e sim na vida real?

Apesar de ser um conto antigo, Frankestein de Mary Shelley ainda me dá arrepios. Isso acontece quando imaginamos as histórias tão belas e assustadoras no papel transportadas para o mundo real, toda a insanidade do personagem em suas tentativas em burlar a morte, o ser incompleto e ferido gerado da loucura de seu criador, a besta solta no mundo em busca de vingança.

Frankestein é o aviso para ciência não ir longe demais. Os riscos de se brincar com aquilo que não se conhece. Os limites da loucura humana (ou seria mais a falta de limites?).

Eles não são zumbis, pois mantém sua individualidade e não buscam carne humana para se alimentar. Tampouco são vampiros, pois andam a luz do dia e não precisam de sangue para sobreviver. Eles são muito parecidos conosco, mas algo neles nos deixa inquietos, desconfortáveis, até que toda a tentativa de aproximação é impossível para nós, pois aquelas criaturas nos repelem, como monstros (que são).

Antigamente acho que faziam mais filmes com esse tipo de criatura. Agora talvez eles sejam muito complexos e contemplativos para um mundo tão acelerado. Sua busca por humanidade parece meio deslocada em meio as atrocidades cometidas por humanos todos os dias.

Uma frase estranha de se dizer, mas acho que eles são monstros para tempos melhores.

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Um rosto que só mamãe pode amar.

Claro que nem só de monstros de psiquê profunda e complexa vivem essas criaturas. No cinema, principalmente, vemos as mais diversas adaptações da original história de M. Shelley, algumas até interessantes, como May - obsessão assassina (que eu nunca vi mas algumas pessoas na net falam bem), passando por versões de ação, como Van Helsing, até coisas bem menos glamourosas como nosso bizonho Chucky de Brinquedo Assassino.
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Esse não foi bonito nunca…

Eu acho que quando a fantasia transborda e invade a realidade, até mesmo coisas aparentemente inofensivas acabariam se tornando bem assustadoras. Ou você iria achar normal um boneco de madeira andando por ai numa boa?

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