Sobre mulheres e bolsas
Dezembro 18th, 2007 | by Ana |Mulher é mesmo um ser estranho.
Apesar de ser uma, nunca deixo de me espantar com as manias bizarras que temos e coisas que fazemos. Até para nós, algumas atitudes são sem sentido.
Uma das manias mais estranhas deve ser nossa fixação e fascinação por coisas aparentemente inúteis. posso citar aqui duas grandes paixões femininas que nenhum homem entende: sapatos e bolsas.
Sapatos ainda vá. Como temos uma gama de opções de roupa mais diversificada que os homens, indo desde calças, passando por saias e vestidos até bermudas e shorts, ter um sapato que combine com cada uma dessas variantes é até importante. Mesmo os caras que reclamam muito dessas manias admitem que um vestido florido e primaveril ficaria feio com tênis de escalada.
Mas bolsas é um caso à parte. Conheço muito poucas mulheres que não curtem entrar numa loja cheia dessas coisas penduradas, com inúmeros opões. toda mulher tem mais que uma bolsa, até aquelas que não ligam para isso. deve ser um tipo de instinto feminino, ter muitas variedades de bolsas para carregar suas coisas.
Existem mochilas, bolsas grandes e espaçosas, bolsinhas delicadas de festa e, para quem não tem bom-gosto, pochetes. Toda mulher tem pelo menos alguns desses itens, ou pelo menos uma bolsa e uma mochila.

Tem para todos os gostos.
Agora, porque esse apego todo? Como o sapato, a bolsa certa pode ser o segredo de uma boa produção. Ninguém vai a uma festa com aquele vestido lindo maravilhoso com uma mochilona cheia de tralha. Faz parte da roupa e pronto.
Mas a parte mais engraçada do apego das mulheres a bolsas com certeza é a superproteção que muitas tem com relação a sua. Olhe na rua e perceberá que a maioria das mulheres anda agarrada a própria bolsa. normalmente esse comportamento é decorrente do medo de ser roubada ou assaltada, é claro, mas já vi gente que não largava a bolsa nem pra comer, mantendo ela a tiracolo, pendurada no ombro.
Minha mãe tem um pavor geral de deixar a própria bolsa sozinha. ela não cogita deixar a bolsa na mesa enquanto pega comida, nem mesmo quando outras pessoas (como eu) já estão sentadas. E a bolsa tem sempre que ficar do lado dela. Se ela fica em outra cadeira, mais longe que a distância de um toque, ela já começa a ter engrulhos de nervosismo e fica perguntando da bolsa o tempo todo.
Tudo bem que assaltos acontecem, mas não vamos exagerar. Poucas pessoas teriam a cara-de-pau e a habilidade necessárias para roubar a bolsa de uma mesa cheia de gente. Mas a neura existe, e é forte.
A verdade é que a maioria das mulheres carrega a vida dentro da bolsa. Ali tem de tudo, desde a carteira com (todos) os documentos, passando por remédios, batom, absorvente, chaves diversas e, em casos extremos, caixa de costura e primeiros socorros. É uma filial da sua casa, uma extensão das suas necessidades. Um pedaço de você mesma em forma de couro e alças.
Nada mais justo que temer pela segurança e bem-estar de um pedaço de você. Perder a bolsa é perder um pouco da sua vida. É ter que fazer os documentos de novo, ter que comprar todos aqueles ótimos produtos de beleza sem os quais você não vive, perder fotos e lembranças insubstituíveis.
No meu caso, perder a bolsa é também perder todos os gadgets que eu amo tanto, como meu celular, máquina fotográfica, etc, etc, etc…