Beowulf (agora é minha vez)

Dezembro 4th, 2007 | by Ana |

Ontem fui assistir com Tiago o famoso (?) Beowulf. Vou colocar aqui algumas impressões sobre ele, mais completas que esse, já que assisti o filme até o final sem problemas.
Quem já leu alguma lenda nórdica, já deve ter percebido como elas são exageradas. Quase paródias do mundo real. Lá, deuses e criaturas maravilhosas e assustadoras vivem juntos com seres humanos normais. Tudo é extremo, desde o herói, que sempre é o mais forte e corajoso dos homens, até o monstro, que sempre é o mais terrível e poderoso de todos os tempos.
Sempre que penso em uma lenda nórdica, me lembro da história da captura do Lobo Fenrir. Um dos filhos monstruosos de Odin, era um lobo do tamanho de uma montanha, perigoso e violento. Para prendê-lo, usaram as mais grossas correntes já feitas pelos anões e toda a lábia do panteão reunida.
Tudo na mitologia nórdica é assim: maior, muito, mais…
Encarando por esse aspecto, Beowulf foi muito fiel à lógica das histórias contadas por aquele povo. Um herói mitológico, o mais forte dos homens, uma lenda viva. O Neil Gaiman (que foi o roteirista) conseguiu transformar uma história que é quase uma paródia em um filme divertido. Só ai já merece ser visto.
Um ponto fraco foi a parte de animação. Interessante usar os atores reais como modelos para as CGs, mas deixou a desejar. Enquanto algumas coisas ficaram muito bem feitas, como o dragão, outras, como os movimentos de cavalgada, ficaram realmente toscas. Deviam ter dado o filme para a Pixar fazer…

No geral, um filme divertido e bem feito, mas que poderia ser melhor.

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