Vegetarianismo e afins.

June 1st, 2009

Algo me diz que vou mexer num vespeiro falando disso, mas vamos lá.

Eu não sou vegetariana. Na verdade, adoro uma boa picanha e não tenho vergonha nenhuma de declarar isso. De fato, se você veio aqui para ver uma apologia ao vegetarianismo ou dicas de pratos verdes, veio ao lugar errado.

Eu tenho essa idéia de que qualquer dieta de restrição alimentar tem um tipo de efeito afastador do homem da natureza. Especialmente as dietas auto-impostas.

Deixa eu explicar.

Dietas com restrição alimentar envolvem planejamento. Você não pode comer no lugar X porque lá eles sempre servem carne e quase não tem uma proteína vegetal para complementar a refeição. A não ser que você não importe em ficar com um pouco de fome ou algum tipo de deficiência alimentar que cause sérios problemas de saúde, toda a sua alimentação tem que ser cuidadosamente controlada e planejada.

Todo esse controle já é complicado em uma grande cidade recheada de opções para comer. Agora imagina em um ambiente mais “rústico”. No lugar onde eu trabalho, por exemplo, alguém assim estaria com sérios problemas…

Nós evoluímos por milhares de anos como uma espécie onívora por um bom motivo: no meio do mato sobrevive melhor quem come de tudo.

Nesse sentido, uma dieta altamente controlada, que envolve planejamento e preparação, me parece muito mais artificial que simplesmente eu me permitir comer de tudo, somente buscando uma alimentação mais saudável.

Eu sei que muita gente vai dizer que não come carne por uma questão ética e tal. Eu respeito isso. Mas vejam bem, eu mesma tenho algumas restrições alimentares por questões de saúde e carne é uma das rarissimias fontes de proteína animal que me restaram. Eu não sou uma pessoa tão boa assim para ter problemas de saúde por ética. Eu já tenho problemas de saúde suficientes sem levar isso em conta.

Mas se você é adepto de buscar um modo de vida mais primitivista, mais próximo do que éramos antes da civilização, ou se tem intenções de morar em um lugar ermo e viver “do que a terra dá”, acho melhor começar a diversificar sua alimentação, porque na natureza você come o que estiver na mão.

Meme: Aleatoriedades

February 16th, 2009

O Daniel, da Matilha, muito espertinho, me indicou para esse meme que vem rolando já há algum tempo por ai.

Então ai vão as regras:

1. Apresente a pessoa que te convidou.

2. Coloque as regras em seu blog.

3. Escreva seis coisas aleatórias sobre você.

4. Escolha mais seis pessoas e coloque os links no final do artigo.

5. Avise a pessoa que o convidou, deixando um comentário no blog original.

6. Avise seus convidados que eles foram escolhidos.

Bem, seis coisas aleatórias, ai vão vocês:

1. O primeiro disco de rock que eu deliberadamente peguei em uma pilha para escutar porque eu queria foi Radio Ga Ga do Queen. Eu tinha 5 anos.

2. Na hora de sair de casa, já com a porta aberta, eu sempre tenho a sensação que esqueci de fechar as janelas e volto para conferir uma por uma. Peguei essa mania em Curitiba, porque aqui chove demais.

3. Eu não gosto de crianças. Só da minha filha. Com ela eu brinco, faço bagunça, conto história, etc. Com outras crianças, não.

4. Eu também não gosto muito de cachorros, mas eles parecem ter um tipo de adoração pela minha pessoa. Eles vem sempre se enrolar nas minhas pernas, pedir carinho, ser amigáveis e todo tipo de coisa que cães fazem com quem eles gostam. Meus amigos dizem que é o estigma de alfa…

5. Eu não tenho nenhuma doença grave, mas tenho tantas “pequenas doenças” que chega a ser piada. Meu histórico médico é tão extenso que pode fazer inveja para muito velhinho de 90 anos.

6. Se chove ou fica nublado por muitos dias seguidos, eu fico de mau humor. Tenho bateria solar, preciso do sol para ser feliz.

Agora quanto aos indicados, todo mundo que eu conheço já participou do meme, então vou ficar devendo essa.

Olha que blog maneiro!

February 4th, 2009

Tá rolando um meme pela internet chamado “Olha que blog maneiro”. Essa que vos fala foi gentilmente indicada pelo Alexandre do Zona Neutra. Valeu pela indicação! Eu leio esse blog sempre e ele com certeza é maneiro.

Bem como todo meme tem regras, vamos a elas:

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que você acabou de ganhar!!

2- Poste o link do blog que te indicou.

Já fiz isso lá encima, mas vai ai denovo: Zona Neutra.

3- Indique 10 blogs de sua preferência:

Contos de RPG

D3 system

Hoje é um bom dia

Sociophobia

Urina negra

E deu, os outros que eu gosto já foram indicados…

4- Avise seus indicados;

Isso vai dar trabalho…

5- Publique as regras;

Tô fazendo.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;

Tenho mais o que fazer…

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

Hum… veremos…

Doses homeopáticas de felicidade

January 9th, 2009

Sempre fomos educados a buscar a Felicidade. Essa mesma, com letra maiúscula. A Felicidade de contos de fadas e filmes, a Felicidade do “Felizes para sempre…”.

Nessa concepção, ser feliz é como ganhar na loteria, para poucos afortunados que realizaram todos os seus sonhos. E para o restante de nós, resta procurar. Procurar, procurar, procurar e esperar um dia achar essa grande Felicidade de que todos falam e poucos têm.

Contos de fadas são para poucos…

Seja o casamento perfeito, ganhar na loteria, viajar pelo mundo, parece que colocamos nossas esperanças de encontrar essa Felicidade em coisas muito específicas e, caso falhemos em consegui-las, toda a nossa chance de ser Feliz será um fracasso.

Mas a cada dia me convenço mais que a felicidade do dia-a-dia, das pequenas coisas, dos pequenos prazeres, essa é que devemos buscar em cada momento das nossas vidas.

Encontro a felicidade em ver meus amigos, em abraçar minha filha, em beijar meu namorado. São coisas simples e aparentemente pequenas, mas que ao final de um dia se somam e tornam a vida algo bom de se viver.

Podem dizer que me contento com pouco ou até mesmo que sou covarde. Mas considero minha vida muito mais plena aproveitando dessas pequenas felicidades do que esperando por aquela Felicidade. Na verdade, acho que nem sequer preciso dela.

E você?

Sebos

January 8th, 2009

Eu adoro Sebos.

Qualquer livraria é um playground para mim, que adoro livros. Me divirto vendo as novidades, os livros bizarros, os infantis bonitinhos e engraçados. Mas sebo é especial, é como procurar um tesouro. Você sempre pode se surpreender com o que achar nas estantes.

Diversão garantida!!!

Além disso, sebo é uma forma interessante de divulgar cultura com preços acessíveis a maioria das pessoas. E o livro já foi previamente comprado por alguém em uma livraria, garantindo assim os direitos autorais.

Atualmente, sebos tem sido a unica fonte de livros de um dos meus escritores favoritos, Isaac Asimov. Ficção científica só é lançada no Brasil se foi feito um filme sobre a obra, como Eu, Robo e Homem Bicentenário, mas como esse cara publicou mais de 200 livros em sua vida, sobra garimpar nos sebos algumas edições antigas.

Para mim, sebos são principalmente uma fonte de edições esgotadas, livros antigos e escritores obscuros. Lançamentos e blockbusters a gente acha fácil na livraria e até gosto de comprar para tentar estimular o mercado editorial no Brasil. Mas tem coisas que você não vai achar nunca numa livraria.

Aqui em Curitiba tem vários sebos. No centro é um em cada esquina, mas eu prefiro os poucos e pequenos sebos de Florianópolis. Lá eu encontro coisas mais interessantes e por preços melhores.

Temporada de caça ao tesouro.

Então, aventure-se em um sebo e procure os tesouros escondidos. Você pode achar uma raridade…

tragédia em Santa Catarina - uma opinião

December 4th, 2008

Eu sou de Santa Catarina e uma parte de minha família mora lá. Assim, ver a destruição do estado nos últimos tempos toca fundo na alma. É triste ver o lugar de onde você veio nesse estado de calamidade.

Tentei escrever alguma coisa que exprimisse minha opinião sobre o fato, mas lendo a revista Época sobre o tema, me deparei com a matéria do jornalista Marcos Sá Correia, que exprime com exatidão o que penso e sinto.

Assim, coloco ela aqui para compartilhar.

Essa Chuva pode ser aviso do céu

O governador Luís Henrique faz o possível para ser lembrado como o político que passou para o sucessor um estado de calamidade pública

O governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira, finalmente se convenceu de que anda à solta por aí uma tal de desordem climática. Foi ela, pelo menos, a desculpa que o acudiu para definir o tipo de tragédia que derreteu encostas no Estado e matou dezenas de pessoas. É, governador, essas coisas acontecem.

Talvez sejam em vasta medida inevitáveis. Mas tendem a pegar mais pesado quem estava desprevenido. E, se estiver interessado em conferir o que quer dizer isso, pode folhear o Código Estadual de Meio Ambiente, que sob seu patrocínio está secando, mesmo debaixo de chuva, a caminho da Assembléia Legislativa.

Ele foi saindo cada vez mais torto, à medida que passava por audiências públicas. Pegou o mesmo tipo de resistência que, três anos atrás, defendeu Santa Catarina da criação de parques nacionais em lugares ainda abençoados por florestas de araucárias. Armou-se de dispositivos estranhos, senão agourentos, como a aprovação automática das licenças ambientais, se em 60 dias os técnicos não derem sua palavra final sobre projetos.

Tende a ser uma lei dura. Mas só é dura com aquilo que o governador já chamou na tevê de “oposição meio ambiental”. Pode ser coincidência, mas o rascunho está cada vez mais parecido com suas idéias, e, principalmente, com suas idiossincrasias.

Mesmo com a chuva caindo, ele riscou qualquer menção à “vida aquática”, na parte referente aos “recursos hídricos”. Pois é, trata-se de abrir alas à construção de hidrelétricas. Ele nunca engoliu os argumentos que o impediram de autorizar, como queria, quando prefeito de Joinville, a instalação de uma usina na serra catarinense. E acredita, ou professa, que toda precaução é um instrumento do “medievalismo”.

Como nunca esclareceu exatamente o que quer dizer com essa palavra, presume-se que não se trate da Idade Média original, a européia, marcada pela eliminação quase total das florestas no continente, pela transformação dos rios em esgotos fedorentos e por uma guerra milenar contra a fauna silvestre.

O europeu do século XX também se distingue de seus antepassados medievais por ter mais árvores. Ou pela prerrogativa de pescar em rios límpidos no centro de Estocolmo. E até por não dar mais a seus políticos o direito de fazer em público as declarações que o governador faz em entrevistas. Muito menos de governar um Estado que é recordista nacional de devastação da mata atlântica, em nome do “aproveitamento sustentável da natureza” e da ojeriza à “obtusidade”.

Não adianta apontar para o céu. As chuvas podem fazer grandes estragos, mas dão e passam. Como nenhuma chuva chove dois mandatos, quase sempre há tempo de sobra para apagar os sinais deixados por sua passagem antes que venha a inundação seguinte. E as obras feitas aqui embaixo tendem a durar mais do que as pessoas que as deixaram.

E, na batida em que vai, o governador Luís Henrique está fazendo o possível para ser lembrado como o político que tomou posse de um Estado invejado nacionalmente pela beleza natural e passou para o sucessor um estado de calamidade pública.

Marcos Sá Correa é jornalista e editor da revista Piauí

Niquel Náusea

October 24th, 2008

Meu primeiro contato com as tirinhas de Fernando Gonsales foram em meados de 1990. Na época eu tinha 13 anos, e naquelas tempos de inocência, eu era realmente uma criança com essa idade.

Um belo dia minha mãe veio de uma viajem a São Paulo e trouxe na mala uma revista nova que viu vendendo por aquelas bandas, uma tal de Níquel Náusea, que contava as aventuras de um ratinho e seus amigos.

Como na concepção da minha mãe tudo que tem formato de quadrinhos foi feito pra criança, ela resolveu trazer um exemplar para a filhinha, que ela sabia adorar esse tipo de coisa. Claro que minha mãe não folheou a revista antes, senão ela nunca teria caido em minhas mãos.

Porque Níquel Náuse é tudo menos infantil. As tirinhas possuem um humos recheado de sarcasmo, com alguns momentos realmente non-sense. O melhor amigo do Níquel é uma barata chamada Flit, que entre outros desvios de conduta, é viciada em inseticida.

Assim, no momento em que ganhei essa recista de minha desavisada mãe, mal sabia ela que estaria traçando uma parte do meu gosto literário para o resto da vida. Até hoje me divirto muito com as tirinhas do Gonsales e outros escritores que recheiam de ironia e sarcasmo suas tirinhas também estão entre os meus favoritos.

Aqui você pode acompanhar tirinhas diárias do Níquel e se divertir.

Horário de verão, ai, ai…

October 22nd, 2008

Eu adoro o horário de verão.

Adoro sair do trabalho e ainda ser dia, ter um monte de tempo de luz (porque sol aqui tá dificil) para aproveitar. Além disso, a chegada do horário de verão anuncia a chegada do verão em si. E depois do longo e rigoroso inverno curitibano, uma temporada de calor e sol sempre é bem vinda.

O dia começa mais cedo, também.

Mas o horário de verão seria realmente mais agradável se eu fosse uma pessoa totalmente desocupada e pudesse acordar uma hora mais tarde todo dia, para compensar.

Sério, esse esquema de mudar horário desregula meu delicado relógio biológico. A primeira semana de horário de verão é quase um pesadelo. Fico constantemente com sono, como se tivesse tido uma noite muito mal dormida. Fico com olheiras, cansaço, preguiça avasaladora, mesmo tendo dormido muito bem a noite.

Ai, que sono!

Depois de um tempo as coisas começam a se regularizar, mas sempre fica aquela sensação de que precisava dormir um pouquinho mais…

Mas apesar de tudo, a vantagem de ir pra casa com dia claro compensa tudo. A sensação de dia mais longo e melhor aproveitado prevalece sobre todas as outras.

E ainda dizem que isso ajuda a conomizar energia. É tudo de bom.

Quando fui morar sozinha

September 22nd, 2008

Ainda me lembro, a anos atrás, quando decidi morar sozinha. Minha mãe resolveu vender a casa onde morávamos desde que que nasci e ir para um apartamento, mais prático e seguro.Ela e meu padrasto escolheram o imóvel a dedo e capricharam na decoração e,  naquele ambiente requintado e organizado, eu e minha gata nos tornamos persona non grata.

Foi com mais que boas intenções que meu padrasto ofereceu seu apartamento vago para eu morar. Era um apartamento de dois quartos, mais que suficiente para mim e minha fiel siamesa vivermos confortavelmente e, o melhor de tudo, ficava ao lado da universidade, onde eu estudava no período.

Assim, fui de mala, cuia e gato para uma nova vida cujos horários seriam determinados por mim (tirando os horários das aulas, claro), vivendo de bolsa e da bondade de estranhos (opa, nem tanto, conheço minha mãe muito bem).

Ganhei alguns móveis que ninguém queria, toalhas e roupa de cama eu já tinha alguma coisa e ganhei também o que ninguém queria, e coisas de cozinha e limpeza eu deliberadamente afanei da casa da minha mãe. Tava montado o apêzinho.

Et… telefone… minha casa…

Mas nem tudo é alegria no reino da independência. Eu era bolsista CAPES na época, praticamente uma morta de fome e ainda dependia muito de ajuda financeira da mamãe para viver e pagar as contas. Muito mesmo. Mas como eu fui morar sozinha porque ela quis, ela não reclamava em ter que me sustentar a distância. Quase como ter filho estudando em outra cidade, mas na verdade eu estava no outro bairro.

Além disso, sempre tem o dilema da comida.

Sabe quando você chega em casa tarde, depois de um dia daqueles, verde de fome e pronta pra detonar aquele prato de estivador? Então, são nessas horas que você lembra que quem faz as compras é você e quando abre a geladeira lembra que a comida não aparece magicamente. E tudo que você acha é uma garrafa de coca cheia de água, um pote de margarina e uma maçã meio podre. O jeito é colocar o tênis denovo e torcer para o mercado ainda estar aberto.

Oh shit!!!

Mas depois de um tempo você aprende. Já se programa para passar no mercado no caminho de casa, começa a fazer listas de supermercado, aprende a pesquisar preços para a grana durar mais. Vai virando uma dona de casa.

Depois de tantos anos morando sozinha, as coisas acontecem naturalmente. O cotidiano é verificar periodicamente se o papel higiênico não está acabando (essa é outra surpresa desagradável, o papel higiênico também não aparece magicamente no armário) e manter a geladeira minimamente abastecida. Agora que tenho filho, essa rotina faz parte do meu ser.

A única coisa que eu não faço é passar roupa, de resto, posso dizer que sobrevivo muito bem. E você, que começou a morar sozinho agora, não se apavore, uma hora essas coisas também vão virar naturais para você. Em caso contrário, você sempre pode ir jantar na casa da mamãe…

Não há nada como o colo da mamãe!

Maldito plástico

August 26th, 2008

Estava lendo um artigo muito interessante sobre plásticos e todos os problemas que eles trazem e resolvi comentar sobre o assunto aqui.

Os plásticos são um produto derivado do petróleo, levando milhares de anos para se decompor, e que é usado em todo o mundo de maneira indiscriminada.

Elas estão em todos os lugares!!!

Você já parou para contar quantas sacolinhas de plástico você tem em casa? Nem eu, mas sei que são muitas. Muito mais do que eu preciso, com certeza.

A alguns meses eu resolvi carregar comigo uma sacola retornável, de nylon, que ganhei de uma colega que trouxe da Alemanha. Lá, é muito comum as pessoas usarem sacolas retornáveis, até porque atualmente as sacolas plásticas não são mais dadas e sim vendidas pelos estabelecimentos.

No artigo que citei acima, foram listadas algumas iniciativas de diversos países para tentar restringir o uso das famigeradas sacolas.

  • Austrália: Comerciantes são incentivados à comprarem a chamada “sacola verde” que podem ser reutilizadas várias vezes. A cidade de Coles Bay baniu o uso dos sacos plásticos.
  • Taiwan: Sacos plásticos foram banidos.
  • Irlanda: Há um imposto de 0,22€ para cada saco plástico distribuído. O dinheiro vai para projetos ambientais. Com o imposto houve um decréscimo de 90% no uso dos malditos sacos plásticos.
  • Alemanha: As lojas vendem sacos plásticos por preços que variam de 5 a 25 centavos de euro dependendo do tipo de sacola. Sacolas mais fortes e reutilizáveis são vendidas por cerca de 1€. Mesmo assim há lojas que distribuem sacos plásticos descartáveis.
  • Zanzibar: Baniu o uso de sacos plásticos. Devido aos danos a vida marinha o turismo, principal atividade da economia, estava sendo prejudicado. Usou um saco é seis meses de xadrez ou multa de 2000 dólares.
  • Bangladesh: Baniu os sacos plásticos. Lá os sacos plásticos além de tudo entopem esgotos que por sua vez causavam enchentes. Ser pego com um saco plástico dá uma pesada multa e até prisão.

Interessante pensar no caso do Brasil.

Toda vez que em uma loja o vendedor vai colocar minhas compras em uma sacola e eu digo que não precisa, eu carrego minha própria sacola, a reação sempre é de tamanho espanto que até me deixa constrangida. Em um caso específico a vendedora me olhou com cara de quem não estava entendendo e continuou a colocar o produto na sacola até eu ter que arrancar das mãos dela. E ela ficou me olhando como se eu fosse louca ou coisa pior.

Usar essas sacolas é algo tão difundido que a alternativa é vista como bizarrice ou excentricidade. Mas não deveria. É uma solução simples e fácil. A sacola que eu carrego é tão pequena e leve que nem faz diferença na bolsa. Mas mesmo quem não tem uma dessas pode reutilizar as sacolas plásticas mesmo, numa tentativa de diminuir o consumo.

Cobrar pelas sacolas também é interessante. quando mexe no bolso o pessoal sempre se esperta. A sugestão dada pelo autor de um tipo de benefício para os estabelecimentos que abolirem a sacola também pode ser interessante.

Sacolas retornáveis são uma boa opção.

Então, da próxima vez que for ao supermercado, que tal tentar levar sua própria sacola?